Para atrair cada vez mais consumidores, as fábricas de calçados de Franca têm investido pesado no desenvolvimento de novos produtos e materiais. Por ano, algumas empresas chegam a gastar até R$ 1,5 milhão em viagens ao exterior para garimpar novidades e aperfeiçoamento, pesquisas de mercado, compra de maquinários e contratação de novos designers e modelistas.
A Jotape, que antes fazia no máximo dez novas linhas por ano, dobrou os lançamentos e passou também a investir em diferenciais. “A criatividade tem se tornado muito importante. Buscamos a aquisição de patentes, fazemos viagens e temos uma preocupação com o ponto de venda. O calçado na loja precisa girar”, disse o designer da empresa Carlos Samuel Santos. “Antes fazíamos sapato, hoje fazemos sapato com tecnologia”, completou. A empresa chega investir R$ 1 milhão por ano em desenvolvimento.
Na Francajel, o planejamento do que será lançado na coleção seguinte começa quatro meses antes e conta com um profissional específico para visitar as principais redes varejistas do Brasil e saber o que o consumidor quer. A fábrica também tem procurado novos fornecedores e investido em forros, palmilhas e formas para deixar os produtos mais jovens.
Segundo Telmo Hajel Filho, do departamento de marketing da fábrica, o setor de designer que, antes contava com três profissionais, atualmente ganhou mais quatro. “Temos calçados com tons de jeans, em couro de cabra, com verniz, azul, vermelho, com laser. São várias as combinações para um mesmo modelo. Tudo para agradar o homem mais exigente.”
O gerente comercial da Ferricelli, Alex Santos, disse que viagens para conhecer tendência e descobrir o que o consumidor quer fazem parte da rotina do setor de desenvolvimento. “Estamos viajando mais por diversas regiões do país para conhecer as peculiaridades de cada local, descobrir as preferências dos consumidores e criar um produto mais direcionado e com melhor aceitação.”
Para a coleção lançada na Francal 2013, a empresa desenvolveu seis linhas com muita cor e a mistura de matérias-primas, como lona e couro. Segundo Santos, até mesmo as matrizes, solas e formas estão diferentes.
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