Morreu, à 1 hora da madrugada da última sexta-feira, Carmelita de Andrade Chiachiri. Prestes a completar 97 anos (faria aniversário em agosto), ela não resistiu à terceira pneumonia contraída nos últimos três meses e morreu no quarto de sua residência, localizada na Morada do Verde, em Franca. Ela deixa o filho José Chiachiri Filho - fruto de sua união com José Chiachiri, idealizador do Museu Histórico Municipal homônimo- e três netos.
O velório aconteceu no São Vicente e, na tarde de sábado, seu corpo foi enterrado no Cemitério da Saudade.
Natural de Patrocínio Paulista (21 km de Franca), Carmelita adquiriu o sobrenome Chiachiri em 1944. Permaneceu ao lado de seu marido até a morte dele, em 1972. De acordo com o filho, a dona de casa era uma mulher muito alegre, destemida, corajosa e extremamente perspicaz. Era uma mãe carinhosa, mas atenta e muito enérgica quando necessário.
O hobby predileto de Carmelita era cozinhar. “Ela fazia coisas maravilhosas na cozinha”, resumiu Chiachiri Filho. “O meu prato predileto era o mafufo. Ela fazia aqueles charutos bem pequenos e bem enrolados. Uma obra de arte.”
Conhecida pela vontade intensa de aproveitar cada momento da vida, era uma leitora assídua dos clássicos da literatura nacional e, mesmo com todas as dificuldades impostas pela idade avançada, acompanhava diariamente o Comércio e, claro, lia com deleite e orgulho as crônicas escritas pelo filho e publicadas no caderno Nossas Letras, publicado aos sábados.
Carmelita ainda teve um papel essencial na fundação do Museu Histórico, sempre ajudando e incentivando o marido, com sua força e energia. Juntos, eles promoveram uma intensa e profunda campanha para a arrecadação de objetos que contassem a história da cidade. Oficialmente criado em setembro de 1957, ganhou o nome de José Chiachiri após a morte do jornalista, em 1972.
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