Mesmo interditada, feira do Brás funciona normalmente até domingo


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Guarda municipal tentou passar faixa para lacrar feira que estava sem alvará. Documento foi emitido no final da tarde
Guarda municipal tentou passar faixa para lacrar feira que estava sem alvará. Documento foi emitido no final da tarde

Inconformados com a realização de mais uma feira itinerante em Franca, um grupo de lojistas da região central, Aeroporto I e III, Aviação e Paulistano se mobilizou na tentativa de barrar os feirantes de São Paulo. Eles alegam que durante a feira, as vendas chegam a cair até 50%. Após buscar apoio da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), os comerciantes se uniram e foram ontem ao terreno na avenida Hélio Palermo esquina com a Evangelista de Lima, onde foi montada a estrutura para o evento que tem a participação de aproximadamente 200 comerciantes do Brás, São Paulo. Os lojistas francanos chegaram a conversar com os organizadores da feira, mas não houve acordo.

O Setor de Fiscalização da Prefeitura também esteve no local e constatou que os responsáveis pelo evento não tinham o auto de vistoria concedido pelo Corpo de Bombeiros. Mediante à falta do documento, o alvará de funcionamento não foi emitido pela Prefeitura e a feira foi interditada, mas não lacrada. Os feirantes continuaram vendendo normalmente e os consumidores tendo acesso livre durante todo o dia de ontem. “O certo seria evacuar a área, mas tem muita gente. Os organizadores foram notificados e serão multados”, disse o fiscal Vinícius Araújo que registrou Boletim de Ocorrência e aplicará multa (o valor não foi informado).

A Polícia Militar e a Guarda Civil foram acionadas, mas não fecharam o portão de acesso à feira. A justificativa de ambas foi que, em razão do grande número de pessoas no local, tanto de feirantes como de consumidores, poderia causar confusão. “O evento já está em andamento. Mas, mesmo de forma irregular, para evitar tumulto, não foi lacrado”, disse o diretor de Segurança da Guarda Municipal, Oraldo Araújo.

Revoltado com a presença dos feirantes de São Paulo, o comerciante Odilmar Malta, do Aeroporto III, mobilizou os lojistas. “Estamos revoltados com a atitude da Acif de quem somos associados e não nos deu apoio. Toda a cidade será prejudicada”, disse (leia texto nesta página).

Para Andreia dos Santos, do Aeroporto I, a feira deveria ser realizada por comerciantes de Franca. “Isso é um absurdo. Muita gente deixa de comprar no bairro por conta da feira.”

Thiago Trevisan, um dos organizadores do evento, se diz surpreso com a revolta dos comerciantes. “Eles são os nossos maiores compradores no atacado e esses três dias em Franca não fará diferença para eles. Vamos permanecer até domingo.”

O alvará foi emitido pela Prefeitura no final da tarde de ontem.

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