Pintor responderá por vandalismo ocorrido após protesto no Centro


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A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apresentou ontem o primeiro indiciado por atos de vandalismo após a manifestação do último dia 20 de junho em Franca. O pintor de solados Ricardo Augusto Corona Dutra, 23, residente em uma pensão na área central, confessou que estava entre no grupo que transformou o Centro da cidade em praça de guerra. O rapaz ainda confessou cinco furtos em datas e endereços diferentes na área central.

A selvageria ocorreu após o término do manifesto pacífico que reuniu 10 mil pessoas no dia 20 - o maior já registrado na cidade. Quando a maioria dos participantes já havia se dispersado, cerca de 50 vândalos saquearam lojas, atacaram ônibus, incendiaram lixeiras e enfrentaram a Polícia Militar, que em questão de minutos dispersou o grupo.

A DIG foi designada pela Delegacia Seccional para identificar e indiciar os autores dos furtos e danos. Imagens gravadas por lojas e registradas pela imprensa foram requisitadas. Ontem, Dutra foi o primeiro a ser apresentado e indiciado.

O pintor de solados, no depoimento que prestou, declarou que arrombou a porta do Quiosque do Artesão, na Praça Barão. “Ele disse que entrou e não furtou nada por causa do pequeno valor comercial das peças”, comentou Paulo Resende, investigador da DIG, que ao lado do colega, Edson Morais, trabalha para apurar todos os crimes e identificar os demais autores.

Dutra alegou que não participou de nenhum saque naquela noite, mas se declarou culpado por cinco furtos ao longo dos últimos 30 dias no Centro. Ele confessou o arrombamento de três lojas e consequente subtração de bens materiais dos estabelecimentos, além do furto de dois celulares. O primeiro foi levado de uma mulher que pagava conta no caixa de uma loja de calçados e o outro, avaliado em mais de R$ 2 mil, do interior de um veículo.

Diante das confissões, Dutra foi indiciado em cinco furtos e pelos danos contra o Quiosque do Artesão. Sobre os objetos furtados, o pintor de solados alegou que vendeu para receptadores ou trocou por drogas junto a traficantes. Ele, porém, se recusou a fornecer nomes. “Os inquéritos serão abertos e, por enquanto, ele responde em liberdade.Mas o delegado doutor Márcio (Murari) deve pedir sua prisão preventiva”, destacou Resende.

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