Pequenos e médios comemoram vendas no Espaço Moda Franca


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Vanessa Andrade, da Cotton Shoes: expectativa superada em 50%
Vanessa Andrade, da Cotton Shoes: expectativa superada em 50%

Os protestos e a movimentação menor em relação aos anos anteriores parecem não ter afetado as vendas no Espaço Moda Franca. A maioria dos 24 expositores da cidade está satisfeita com os resultados alcançados. Modelagens mais arrojadas, cores que chamam a atenção na vitrine, preços competitivos e prazo de entrega mais curto foram as apostas dos calçadistas para alavancar os negócios e preencher os talões de pedidos. Deu certo.

A gerente de vendas Vanessa Andrade, da Cotton Shoes by Kalce.com, de calçados masculinos, fechou a produção de quase todo o mês de agosto com as vendas nos dois primeiros dias da feira. Produzindo 1,2 mil pares por dia, a fábrica dela, que já exporta há dois anos para Uruguai e Paraguai, conseguiu três novos contratos para vender para o Peru, Argentina e Chile e espera, nos próximos dias, fechar mais cinco negócios de exportação.

Os nove mil pares já comercializados entre terça e quinta-feira superaram em 50% a expectativa da Cotton Shoes, que era colocar no mercado seis mil pares da marca em toda a Francal. “Investimos muito no último ano na nova coleção. Mudamos a fábrica, compramos maquinário e passamos a produzir calçados mais modernos, como o sapatênis masculino ‘com salto’ de cinco centímetros, uma novidade, os abotinados e os sapatos coloridos em verde e vermelho, por exemplo. O resultado desse trabalho começa a aparecer agora”, afirma.

De acordo com ela, mesmo com os protestos de quinta-feira, o saldo da feira não foi negativo. Na quarta-feira, faltou espaço no estande da marca para atender aos lojistas e compradores interessados em fazer negócios. Para 2014, Vanessa já pensa em novidades: uma delas aumentar o tamanho do seu espaço na Francal e participar de outras feiras no sul e no nordeste do País. Entre os sapatos mais vendidos neste ano na Cotton, o sider vermelho em couro e o abotinado verde militar com atacador colorido, com preços entre R$ 59,90 e R$ 63,90 para o lojista que comprou na feira.

O diretor da Gofer, Paulo Gomes, vem investindo em sapatos masculinos mais ousados desde o ano passado e, em 2013 seguiu a mesma linha. O chamariz na vitrine, alcançou o objetivo e levou para dentro do espaço mais lojistas. Os sapatos sociais em cores fortes, como o vermelho, e os estampados, como o batizado de Copacabana, de cabedal lembrando o calçadão carioca agradaram aos compradores e somaram no talão de pedidos da fábrica cerca de três mil pares.

O ‘Copacabana’ foi o calçado mais vendido nos dois primeiros dias de Francal. Com preço variando entre R$ 75 e R$ 90 de acordo com o solado, ficou no topo da lista. “Está sendo uma boa feira, não dá para falar o contrário, porém a expectativa de uma paralisação geral na quinta-feira atrapalhou lojistas e expositores. Muita gente acabou optando por não vir a São Paulo”, disse. Paulo esperava vender quatro mil pares nos quatro dias de Francal.

A Stefanello, de calçados femininos e masculinos, veio a Francal com a expectativa de vender 7 mil pares e alcançou a meta. Com 100 funcionários, quer contratar mais 10% de colaboradores de imediato. Para o segundo semestre Jaime Freitas, diretor da empresa, vai focar a produção de 800 pares por dia nas linhas femininas, que chamaram a atenção na feira e fizeram com que ele abrisse 30% de novos clientes. A partir de julho 70% desse número vai ser nos sapatos para as mulheres.

Na análise do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), a movimentação da Francal 2013 também foi positiva. A visitação chegou a quase quatro mil clientes, segundo a gerente de negócios Ana Teresa Rocha. “Na pesquisa que realizamos nos estandes, a maioria dos expositores analisou o evento como de bom a regular, com alguns dos calçadistas considerando a feira como ótima”, afirmou.

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