Das 19 empresas de Franca que expuseram na 45ª Francal em estandes individuais, seis analisaram a feira como boa, uma como ótima, 10 como regular e duas como ruim. A pesquisa, feita pelo Sindifranca (Sindicato das Industriais de Calçados de Franca), ajuda a traçar um panorama dos negócios gerados nos quatro dias de evento. De acordo com as entrevistas feitas pelo Comércio, o boato de que a greve geral e as manifestações da quinta-feira, penúltimo dia de feira, travariam a cidade de São Paulo foi o principal motivo para afastar compradores. Outra explicação dos empresários para os corredores visivelmente mais vazios foi a de que a quantidade de outras feiras realizadas pelo Brasil colaboraram para “dividir” lojistas e importadores.
Apesar do movimento menor, pelo menos para a maioria dos estandes ouvidos pela reportagem o volume de negócios foi maior do que em 2012. A Calvest, que veio com a expectativa de vender 50 mil pares, saiu da feira feliz, totalizando 80 mil e espera que, nos próximos 30 dias, com o pós-venda, alcance os 100 mil pares vendidos. O sucesso, porém, não vai aumentar os postos de trabalho, já que, segundo José Luís Granero, diretor da empresa, a fábrica trabalha há três anos no seu limite físico. “A visitação foi menor se comparada com o mesmo período de 2012, mas as vendas maiores”, afirmou.
A também francana Rafarillo não revela números de vendas ou de visitações, mas, de acordo com Ronilson Vieira, gerente de marketing, a Francal em 2013 cresceu 20% em número de pedidos em relação à feira no ano passado.
Na Opananken, ao contrário da Calvest e da Rafarillo, o clima no último dia de Francal não era dos mais animadores. Sebastião Siqueira, diretor comercial da empresa, analisou a feira deste ano como a pior dos últimos 15 anos em termos de visitação. “Viemos com uma coleção com mais de 200 modelos masculinos e femininos, aumentamos o estande em cerca de 20 metros quadrados, mudamos de endereço e, mesmo assim, o movimento foi menor que o esperado”, afirmou. A Opananken produz anualmente 220 mil pares e esperava crescer até o fim do ano 15%. Até junho cresceu 12%, mas não vai fazer novas contratações.
No geral, no Top Fashion, espaço reservado às grifes renomadas, o entusiasmo também não era geral. No último dia de Francal, marcada para encerrar as atividades às 17 horas, antes das 14 horas as marcas já estavam recolhendo as amostras e encaixotando os materiais. Na Canterbury, o representante comercial Rafael Mattos Martins esperava comercializar cerca de dois mil pares por dia, mas vendeu apenas 800. “Visitação e volume foram menores do que nas edições anteriores. Agora é correr atrás do prejuízo para salvar o segundo semestre”, disse.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.