Calçadistas se dividem sobre resultados da Francal 2013


| Tempo de leitura: 2 min
Estande da Calvest na 45ª Francal: empresa comemora a venda de 80 mil pares em quatro dias de negócios nos Pavilhões do Anhembi, em São Paulo
Estande da Calvest na 45ª Francal: empresa comemora a venda de 80 mil pares em quatro dias de negócios nos Pavilhões do Anhembi, em São Paulo

Das 19 empresas de Franca que expuseram na 45ª Francal em estandes individuais, seis analisaram a feira como boa, uma como ótima, 10 como regular e duas como ruim. A pesquisa, feita pelo Sindifranca (Sindicato das Industriais de Calçados de Franca), ajuda a traçar um panorama dos negócios gerados nos quatro dias de evento. De acordo com as entrevistas feitas pelo Comércio, o boato de que a greve geral e as manifestações da quinta-feira, penúltimo dia de feira, travariam a cidade de São Paulo foi o principal motivo para afastar compradores. Outra explicação dos empresários para os corredores visivelmente mais vazios foi a de que a quantidade de outras feiras realizadas pelo Brasil colaboraram para “dividir” lojistas e importadores.

Apesar do movimento menor, pelo menos para a maioria dos estandes ouvidos pela reportagem o volume de negócios foi maior do que em 2012. A Calvest, que veio com a expectativa de vender 50 mil pares, saiu da feira feliz, totalizando 80 mil e espera que, nos próximos 30 dias, com o pós-venda, alcance os 100 mil pares vendidos. O sucesso, porém, não vai aumentar os postos de trabalho, já que, segundo José Luís Granero, diretor da empresa, a fábrica trabalha há três anos no seu limite físico. “A visitação foi menor se comparada com o mesmo período de 2012, mas as vendas maiores”, afirmou.

A também francana Rafarillo não revela números de vendas ou de visitações, mas, de acordo com Ronilson Vieira, gerente de marketing, a Francal em 2013 cresceu 20% em número de pedidos em relação à feira no ano passado.

Na Opananken, ao contrário da Calvest e da Rafarillo, o clima no último dia de Francal não era dos mais animadores. Sebastião Siqueira, diretor comercial da empresa, analisou a feira deste ano como a pior dos últimos 15 anos em termos de visitação. “Viemos com uma coleção com mais de 200 modelos masculinos e femininos, aumentamos o estande em cerca de 20 metros quadrados, mudamos de endereço e, mesmo assim, o movimento foi menor que o esperado”, afirmou. A Opananken produz anualmente 220 mil pares e esperava crescer até o fim do ano 15%. Até junho cresceu 12%, mas não vai fazer novas contratações.

No geral, no Top Fashion, espaço reservado às grifes renomadas, o entusiasmo também não era geral. No último dia de Francal, marcada para encerrar as atividades às 17 horas, antes das 14 horas as marcas já estavam recolhendo as amostras e encaixotando os materiais. Na Canterbury, o representante comercial Rafael Mattos Martins esperava comercializar cerca de dois mil pares por dia, mas vendeu apenas 800. “Visitação e volume foram menores do que nas edições anteriores. Agora é correr atrás do prejuízo para salvar o segundo semestre”, disse.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários