A Câmara de Vereadores de Patrocínio Paulista aprovou, no último dia 25 de junho, o projeto de lei que determina que as lojas da cidade fechem duas horas mais cedo aos sábados. Atualmente, os estabelecimentos encerram o expediente às 18 horas, o que tem sido alvo de reclamações de vendedores. O prefeito Marcos Ferreira (PT) tem até a próxima semana para decidir se vai sancioná-la. Se aprovada, a lei atingirá cerca de 30 lojas dos segmentos de vestuário, calçados, móveis, armarinhos e material de construção.
O projeto, de autoria do vereador Marcos Roberto Fernandes (PMDB), atende à reivindicação de um grupo de 20 vendedores que conseguiu um abaixo-assinado com 1.100 assinaturas de clientes favoráveis à mudança de horário. Fernandes recebeu ainda um abaixo-assinado de 25 lojistas contrários à medida. “Ouvimos os dois lados, mas não se chegou a um acordo. Então encaminhei o projeto. É uma questão dos consumidores se adaptarem ao novo horário. O comerciante não será prejudicado”.
O assunto, que começou a ganhar destaque em fevereiro, é polêmico e divide lojistas e funcionários. A vendedora Viviane Lima, 34, fez parte do grupo que reivindica a redução de horário. “Não achamos justo seguir o horário de Franca em datas especiais até às 22 horas e nos demais dias não.” Para a vendedora Rita Souza, são duas horas a mais para descansar. “Em março, todas as lojas fizeram uma experiência fechando duas horas mais cedo e deu certo. Consultamos os clientes e eles concordaram”, disse ela.
Na outra ponta estão proprietários lojas, entre eles Carmo dos Reis. Ele tem um comércio de roupas e acessórios e não concorda com a mudança de horário. “Em Patrocínio muitas pessoas trabalham em outras cidades ou na zona rural e aproveitam o fim da tarde para comprar. Até concordo em dispensar a funcionária mais cedo, mas não em ter a obrigação de fechar a loja às 16 horas.” O comerciante Rodrigo César da Silva também não anda nada feliz com a proposta. “Aos sábados o movimento na minha loja começa após às 14 horas. Se entrar em vigor, perco vendas e se desobedecer, poderemos ser multados em mil Ufesp que atualmente equivale a R$ 19 mil.”
Já a comerciante Emerenciana Monteiro aprova a lei e se diz solidária às seis funcionárias. Segundo ela, a redução de horário não a prejudicará, já que o maior movimento de clientes é no período da manhã.
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