Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca fecharam, na manhã de ontem, uma gravadora de DVDs e CDs piratas. A fábrica clandestina funcionava nos fundos de uma residência da rua Elias Limonta, no Jardim Aeroporto III. A polícia chegou até o local através de denúncia anônima e apreendeu mais de 11 mil mídias ilegais. O casal que reside no imóvel não ofereceu resistência. O marido, de 42 anos, foi o único indiciado. A gravadora, segundo ele, tinha capacidade para produzir 18 mil DVDs e CDs falsificados por mês.
A polícia investigava denúncia de que o proprietário da moradia poderia estar de posse de arma de fogo. Ontem, por volta de 9h30, munidos de mandados de busca e apreensão, os investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares estiveram na casa do suspeito. Os policiais da DIG, então, se depararam com a gravadora clandestina. “Nada foi localizado. Acreditamos que a pessoa que fez a denúncia, queria, de fato, que a polícia descobrisse a falsificação das mídias”, disse Rodrigues.
No local, os policiais se depararam com duas das seis torres usadas para a fabricação das mídias em pleno funcionamento. Elas eram alimentadas por um único CPU, com capacidade para copiar uma mídia por minuto. Duas impressoras eram usadas para confecção dos encartes. CDs musicais e DVDs de filmes e musicais estavam espalhados por todos os cantos e em caixas. Mídias virgens se misturavam a papeis sulfites e sujeira.
O local era, literalmente, uma fábrica de fundo de quintal. O dono improvisou um cômodo, cujo telhado seguia do muro dos fundos até a parede da área de serviço. Uma lona de plástico era utilizada em dias de chuva para proteger o material. “Nada muito profissional, apesar da grande capacidade de reprodução ilegal”, destacou Tavares.
Peritos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no local. As mais de 11 mil mídias, sendo cerca de 9.500 prontas para comercialização, além das seis torres e o CPU foram aprendidos junto com quase quatro mil encartes. O dono do material foi indiciado por falsificação e violação de direitos autorais. Sem que seu nome fosse fivulgado, ele acabou liberado e responderá em liberdade.
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