Da sobriedade do solado em couro ao despojado mocassim esportivo. Com cabedal texturizado ou estampas inesperadas. Tudo em cores que passam pelos clássicos neutros para explodir em ousadias como o vermelho burgundy, o azul hortênsia, o amarelo ouro, ou tudo junto. A moda que vai vestir os pés masculinos na temporada primavera/verão 2013/2014 e que pode ser conferida nas vitrines dos expositores da 45ª Francal (Feira Nacional da Moda em Calçados e Acessórios) está, acima de tudo, democrática - em tons, formas e estilos. Neste contexto, a vocação da cidade de Franca para fazer e acontecer no segmento faz dela um celeiro dos mais cobiçados lançamentos que estão na feira.
A multiplicidade cultural do Brasil parece ter sido traduzida na força das cores. Uma mostra disso está na D’Milton, tradicional empresa francana. No estande da marca na Francal, drivers e cores formam o binômio que dá o tom das prateleiras. Segundo o diretor Thales Leal, os calçados que se destacam de longe foram construídos em camurça abusando das cores vibrantes, inclusive com jogo de contrastes na mesma peça. “A D’Milton é especializada na linha de mocassins. As marcas europeias e americanas apostam forte e a gente também está apostando forte”, disse.
Outros exemplos de que a democracia de cores e tons estará em alta nas estações quentes do ano estão em modelos comercializados por empresas que ocupam os quase 1 mil metros quadrados do Espaço Moda Franca, que reúne 24 empresas francanas.
Para inovar os casuais modelos mocassim, a Art Shoes os tingiu com cores chamativas, como azul royal, vermelho, verde e outros tons igualmente vibrantes. O mosaico de cores, com identidade nacional, pode ajudar a agradar o mercado interno, para o qual as ações da empresa estão voltadas atualmente. Segundo o diretor Célio Donizete de Paula, a meta é fazer com que os compradores brasileiros, hoje em 20%, representem 50% da clientela.
Já a Gofer, outra francana que ousou nos lançamentos, apresenta na Francal modelos da linha premium que agregam o tradicional solado em couro, design ousado - como um que traz no cabedal uma reprodução do calçadão da praia carioca de Copacabana feito em verniz - e conforto, através de uma sola espumada. “Alguns são bem chamativos, voltados a um público bem específico”, diz Raphael Fernandes, gestor administrativo.
Na Ponce, cuja produção aproximada é de 650 pares por dia em Franca, a expectativa é repetir o feito do ano passado e garantir ao menos dois meses de produção com as vendas fechadas, durante e pós-feira. Para isso, a fabricante aposta em uma releitura da linha side - que ganhou uma eclética cartela de cores - e em linhas que fazem alusão ao patriotismo que deverá estar em evidência no ano que vem em razão da Copa do Mundo do Brasil.
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