Em 2013, a indústria de calçados brasileira deve romper a barreira dos 900 milhões de pares produzidos, um crescimento de 5,1%, em relação ao ano passado, quando a produção atingiu 864,3 milhões de pares. A previsão é parte de um relatório setorial elaborado pelo Instituto de Estudos de Marketing Industrial e encomendado pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados). Os dados foram apresentados nesta quarta-feira.
O estudo tem por base o comportamento do mercado nos cinco primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o levantamento, a produção nesse intervalo cresceu 4,2% e foi motivada pelo incremento do consumo. “O ano começou animador e esse desempenho favorável é perceptível”, disse o presidente da Abicalçados, Heitor Klein, durante a coletiva de apresentação dos números.
Klein disse ainda que o comportamento da indústria de calçados no ano passado já foi surpreendente, porém o incremento do consumo verificado na ocasião acabou absorvido pelos importados. “No cenário atual, o quadro está mais favorável, apesar dos importados continuarem insistindo.” O presidente da Abicalçados apontou a reação das exportações, o mercado interno aquecido e as coleções inovadoras como os principais responsáveis por esse avanço.
Na esteira do cenário nacional, a produção de Franca também deve crescer e ultrapassar os 37,8 milhões de pares fabricados no ano passado. “O crescimento vem sendo gradual. Acredito que chegaremos aos 38 milhões (de pares)”, disse o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão.
Para ele, uma prova de que o mercado está aquecido é o aumento na geração de empregos. De janeiro a maio deste ano, a indústria calçadista de Franca criou 8 mil novas vagas e atingiu a marca de 27.043 trabalhadores com carteira assinada.”Se continuar nesse ritmo vamos ultrapassar o ano anterior. Franca tem ficado constantemente entre a terceira e segunda cidade do Estado de São Paulo que mais gera empregos. Isso é um bom sinal. Se há contratação, é porque existe crescimento da produção”, disse.
Brigagão disse que ainda não há previsão quanto ao nível de novos empregos para a cidade nos próximos meses.
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