A Francal 2013 abriu suas portas no Pavilhão do Anhembi em São Paulo neste terça-feira em meio à onda de protestos e em pleno feriado de 9 de Julho. Nos discursos, não faltaram reivindicações de fabricantes e vendedores de calçados. Durante a solenidade oficial de abertura, empresários e lojistas cobraram dos governos estadual e federal medidas mais profundas para garantir a competitividade do setor. Se a voz das ruas tenta acelerar a reforma política, o clamor dos calçadistas é para que as mudanças nas regras tributárias saiam do papel o mais rápido possível .
Apesar do esforço dos empresários, poucas lideranças políticas estiveram presentes para ouvir os pedidos. A presidente Dilma Rousseff (PT) não apareceu. Mandou em seu lugar o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Esperado para a abertura, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) desfalcou o Anhembi em razão de sua presença no desfile em comemoração ao 9 de Julho. O secretário de Planejamento, Júlio Semeghini, falou em nome do governo paulista. Entre os governadores dos estados fabricantes de calçados, apenas Jaques Wagner (PT), da Bahia, compareceu. Franca foi representada pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), pelos deputados estaduais Gilson de Souza (DEM) e Roberto Engler (PSDB) e por uma comissão de cinco vereadores.
Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal, fez um rápido discurso em que deu as boas vindas aos visitantes e afirmou que a feira cumprirá o seu objetivo de impulsionar as vendas e garantir um melhor segundo semestre para todos. Líder nacional dos lojistas de artefatos de couro e calçados, Antoniel Marrachine Lordelo disse que o setor projeta um crescimento em torno de 6% este ano, mas que será preciso se reinventar. Ele foi o primeiro a “protestar” por melhorias. “Estamos convivendo com a ameaça inflacionária e a classe média está reduzindo as compras. O governo precisa adotar medidas para estimular o consumo”. Heitor Klein, presidente da Abicalçados também pediu mais apoio aos governos. “Enfrentamos um momento de apreensão, sofremos com o endividamento e as oscilações do câmbio. Não podemos perder competitividade e espaço”.
O ministro Fernando Pimentel respondeu em seu discurso que o governo federal tem adotado medidas importantes, como a criação do Reintegra, mecanismo que devolve os impostos embutidos na cadeia produtiva para os exportadores, a desoneração da folha de pagamento e ampliação do simples nacional. “A unificação das alíquotas interestaduais do ICMS é um desejo do governo, mas não depende de nós. Depende do Congresso. Vamos trabalhar nesta direção. Acho que há um clima favorável”.
Mesmo tendo começado em um feriado estadual, a feira registrou bom movimento ontem. Expositores estão confiantes.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.