O historiador e gerente da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) de Franca, José Roberto Monteiro da Silva, foi o mestre de cerimônias da homenagem prestada, na manhã de hoje, aos 700 soldados francanos que lutaram na Revolução Constitucionalista.
Durante seu discurso - realizado na praça Nove de Julho, em frente à estátua do soldado constitucionalista -, o servidor municipal ressaltou a importância em relembrar os fatos vividos há 81 anos chegando a compará-los com o atual momento de protestos, em todo o país, por melhores condições de vida.
“Essa é a história da nossa cidade. É um exemplo de civilidade, cidadania e amor à nossa pátria. Não estamos falando só de passado, mas do que queremos para o nosso futuro. Somos constitucionalistas modernos”, disse o historiador, ao salientar que assim como acontecera em 1932, os paulistas, mais uma vez, assumiram a vanguarda dos movimentos populares brasileiros.
“Naquela época, foi na Estação da Luz que os soldados ficaram entrincheirados, agora estamos nas ruas. Os paulistas sempre estiveram em busca de uma nova Constituição e contra as ditaduras que só buscam o poder”, finalizou.
Cerca de 200 pessoas, entre elas autoridades municipais, da Polícia Militar e do Exército, além de parentes dos nove combatentes mortos durante a Revolução, assistiram à apresentação da banda municipal.
O momento mais emocionante da cerimônia foi a colocação de uma coroa de flores aos pés da estátua de bronze na figura de um soldado, acompanhada por uma salva de três tiros, em memória aos francanos mortos em combate.
Entre os legados da revolução, está a Carta Magna que reconstitucionalizou o país e a garantia de que algumas cidades próximas à divisa com Minas Gerais, entre elas Franca, pertenceriam oficialmente ao Estado de São Paulo.
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