A tradicional homenagem aos voluntários francanos que lutaram na Revolução Constitucionalista de 1932 acontece nesta terça-feira, às 9 horas, em frente ao Monumento do Soldado Constitucionalista, na Praça 9 de Julho, no Centro. O evento contará com a participação do Tiro de Guerra e da Polícia Militar. Haverá a execução do Hino Nacional, toque de silêncio e salva de tiros. Hoje, não há mais nenhum combatente vivo - o último sobrevivente, Petronilho Teodoro da Silva, morreu aos 102 anos, em 2009 -, mas familiares, autoridades e populares costumam acompanhar as comemorações anuais.
O Museu Histórico Municipal “José Chiachiri” também relembra o conflito com uma exposição fotográfica, iniciada na sexta-feira, 5, até o dia 24. De acordo com a diretora do museu, Margarida Pansani, a exposição reunirá cerca de 40 imagens do próprio acervo da instituição. Elas serão expostas próximas a objetos relacionados à Revolução, como granadas, mísseis e itens pessoais dos soldados, entre eles talheres, marmitas, capacetes e uniformes. “Nós reunimos, digitalizamos e imprimimos as fotos para a exposição. Elas retratam momentos dos soldados francanos em campo de batalha, como eles reunidos em túneis, junto com canhões, dentro de vagões. É importante relembrar a Revolução pelos mais de 700 homens que partiram de Franca em busca de um ideal”, disse Margarida.
A mostra pode ser conferida às segundas-feiras, das 14 horas às 17h30; de terça à sexta-feira, das 9 horas às 17h30; e aos sábados, das 9 horas às 12h30. Nesta terça-feira, em virtude do feriado, o local ficará fechado. O endereço é rua Campos Salles, 2010, no Centro, e o telefone (16) 3723-9141.
HISTÓRICO
O dia 9 de julho é feriado em todo o Estado de São Paulo. A data marca o início da Revolução Constitucionalista ocorrida em 1932, com objetivo de derrubar o governo provisório do presidente Getúlio Vargas, convocar eleições para presidente e elaborar uma nova Constituição para o País.
Ao assumir a presidência, Vargas instaurou uma ditadura no País, extinguiu Câmaras Municipais, nomeou interventores para os estados e proibiu que exportassem, causando revolta em São Paulo. Os paulistas se rebelaram e convocaram soldados para uma luta armada. Eles enfrentaram tropas do governo federal. Para o conflito armado que se seguiu, Franca enviou 700 soldados, dos quais nove morreram durante a luta. O movimento terminou com a derrota dos paulistas em outubro do mesmo ano.
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