S. Filomena


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Séc. IV - “Filomena” significa “amada”

Em 1802, durante escavações na Catacumba de Priscila, descobriu-se uma tumba com inscrições de símbolos típicos do martírio: uma âncora, que significa esperança ou morte por afogamento; duas flechas e uma palma: símbolo do martírio, um lírio, símbolo da virgindade. Os restos mortais foram levados para Magnano, Itália. Numerosos milagres aconteceram o que fez seu culto florescer no século XIX. A inscrição da tumba dizia: lumena paz te cum fi. As palavras foram ordenadas, do que resultou: Pax tecum Filomena, ou seja, a paz esteja contigo, Filomena. Atribuíram-se a ela várias revelações. As mais conhecidas foram dirigidas, em 1875, à irmã Maria Luísa, em que a Santa revelava sua história. Dizia ser originária da Grécia e pertencer a uma família real convertida à fé católica. Seu martírio deu-se em Roma, onde seus pais se encontravam em missão de paz. O imperador romano, encantado com a beleza da jovem, quis possuí-la em troca da paz. Diante da recusa, ordenou sua execução. Sua festa foi retirada do Calendário litúrgico, pelas dificuldades em distinguir entre o histórico e a fantasia. É celebrada apenas com o ofício comum das virgens e mártires.

ORAÇÃO
Do Deus que nos ilumina

Deus, nosso Pai, vós escutais o clamor dos aflitos e trazei a libertação aos encarcerados. Aos encarcerados nas prisões impostas pelo homem: aos prisioneiros do egoísmo, da falta de perdão e de esperança, da falta de dignidade e de respeito pelos sentimentos alheios, da falta de confiança na vida. Trazeis a libertação aos prisioneiros do poder pelo poder, do prazer pelo prazer; aos prisioneiros de dúvidas e receios, dos pensamentos negativos e suicidas; aos prisioneiros de si mesmos, do medo da opinião dos outros. Senhor, hoje queremos confiar totalmente em vós. Corremos atrás de tantas solicitações inúteis, de vaidades aflições de espírito, de sonhos e promessas vãs, sem lembrar que em vós se encontram todo bem e toda graça e que nossa alegria, nossa bem-aventurança sois vós. Atraí-nos para vós! Chama-nos pelo nome! Dizei: “Coragem, filho. Levanta-te, segue em frente. Estou contigo e daqui vou te iluminar”. Por vosso amor, cumulai-nos de bênçãos de paz e de esperança, e a nossa vida será transformada. Fazei frutificar o trabalho de nossas mãos. Que a fraternidade sinalize nossas relações, vença a ignorância e restaure nossos sentimentos de comunhão e participação.

Os Cincos Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.

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