S. Suetônio


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“Suetônio” quer dizer “natural da cidade de Sueto”

Suetônio viveu na Inglaterra no século IX. De família nobre, versado em literatura, filosofia e Sagradas Escrituras, foi capelão do rei Egberto, que a ele confiou a educação do filho Ethelwolf. Por volta de 829, Egberto conseguira unificar politicamente os Estados ingleses e foi o primeiro soberano a usar o título de Rei da Inglaterra. Com a morte de Egberto, em 837, sucedeu-lhe no trono o filho Ethelwolf. Em 852, Suetônio foi feito bispo de Winchester, exercendo forte influência junto ao novo rei, conseguindo dele ajuda financeira e doação de terras, que permitiram à Igreja ampliar seu domínio temporal na Europa. Morreu a 2 de julho de 862.

Oração
Da história humana

Deus, nosso Pai, sois aquele que vive para sempre. Conheceis os caminhos tortuosos de cada geração. Conheceis a vaidade humana. Presenciais o nascimento e a morte das estrelas, sabeis quando a folha cai no chão e quando a rama se inclina ao vento. Seguis as gerações que passam, os impérios que se sucedem, os poderosos que caem no esquecimento. Somente vós permaneceis atual e à frente dos tempos. Fulgurais como Sol nascente e não conheceis poente. Sois necessário como a água e indispensável como o ar, o sal e o fogo, que torna possível nossa existência. Sois o Amor, o segredo e a fonte de toda alegria e encantamento. Estais presente no coração das criaturas como a voz clamante no deserto humano. Diante de vós, todo erro é revelado, todo sofrimento é abrandado. O vosso sopro afaste toda lágrima e tristeza. Egoísmo, ganância, ódio e falta de perdão dêem lugar à ternura e à compaixão. Em vós, temos a certeza de que é possível amar de verdade, ser misericordioso e praticar a justiça. É possível prestar ajuda a quem precisa e ser ajudado também. É possível perdoar as ofensas, ser perdoado, buscar a concórdia e a reconciliação. É possível adiantar-se no serviço da paz e abrir-se à força da vida. É possível aprender a escutar a voz da consciência que, ao balbuciar “Pai”, a todos proclama irmãos. É possível fazer a justiça e a verdade como quem amassa o próprio pão.

Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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