Rifaina é a cidade mais segura da região. Pelo menos é isso que aponta um amplo levantamento estatístico do Comércio da Franca, com base nos dados divulgados mensalmente pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo. A cidade que fica às margens da represa Jaguara registrou apenas 8 furtos, quase todos em ranchos, nos primeiros cinco meses de 2013 e apresentou uma queda de 34% no índice de delitos graves (homicídios, roubos e furtos) nos últimos 12 anos (veja o ranking completo da região nesta página).
Classificada como estância turística por causa de suas belezas naturais, a pequena cidade - com pouco mais de 3,4 mil habitantes - se orgulha também em ser uma das mais seguras do Estado. Por conta disso, os moradores possuem um comportamento mais “relaxado” e não se preocupam com bandidos. “Deixo o carro sempre com os vidros abertos e a porta destrancada. Já cheguei até a esquecer as chaves jogadas no banco. Sei que não é muito seguro, mas graças a Deus, nunca aconteceu nada”, disse a comerciante Lúcia Aparecida Barbosa Feliciano, de 55 anos, ao explicar porque seu veículo, um Fiat Strada preto, estava estacionado com os vidros abaixados, em pleno Centro da cidade.
Em várias ruas, é possível observar que as casas, mesmo as mais luxuosas, não contam com cercas elétricas ou câmeras de monitoramento - artigo muito comum em praticamente todos os bairros francanos. As motocicletas, normalmente estacionadas à sombra de alguma árvore, quase sempre estão acompanhadas de capacetes pendurados sem qualquer trava de segurança. Em uma das ruas que dá acesso à orla da praia, muito procurada durante os meses de verão por turistas de São Paulo e do Sul de Minas Gerais, a reportagem flagrou uma bicicleta “abandonada” em frente à casa de um servente de pedreiro que estava em horário de almoço. “Não tem problema não. Aqui [na cidade] a gente costuma deixar as coisas na confiança, porque é um lugar muito calmo. Ninguém mexe. Todo mundo sabe que essa bicicleta é minha. Se alguém roubar, a gente descobre quem pegou”, comentou meio sem jeito o cearense Francisco Firmino de Oliveira, 31 anos. Ele e sua mulher disseram que já tentaram morar em outras cidades do Estado, mas não se acostumaram. “Da última vez, voltamos em 20 dias. A coisa está feia por aí. Cidade tranquila igual Rifaina é difícil de achar”, completou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.