O serralheiro Hélder Machado Moreira, 23, sócio-proprietário de uma serralheria no Jardim Francano e morador no Jardim Redentor, morreu na madrugada de sábado, em decorrência de um grave acidente. Moreira dirigia um Vectra GLS, 1997, preto, de propriedade de um amigo, quando, por motivos a serem esclarecidos, colidiu frontalmente com um caminhão Mercedes Benz 1113, 1978, vermelho, com placas de Cássia (MG).
O desastre ocorreu por volta das 5 horas na altura do km 1 da rodovia Engenheiro Ronan Rocha, em Itirapuã. O motorista do caminhão, Antônio João Vitorino, 66, de Cássia, sofreu fraturas nas costelas, mas não corre risco de morte.
A polícia, com base em informações obtidas no local dos fatos e com parentes e colegas do serralheiro ao longo da manhã de sábado, apurou que ele deixou seu Corsa com um amigo para, segundo este conhecido localizado via celular e identificado apenas como Nelson, “dar uma volta” no Vectra. O passeio de Moreira se estendeu sentido Capetinga (MG). O motorista do caminhão seguia no sentido oposto, carregado com 14 toneladas de cimento, divididas em 280 sacos. O destino do mineiro de Cássia era um depósito em Orlândia (SP).
A um quilômetro da divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais, por motivos que a perícia deverá esclarecer, Moreira colidiu frontalmente com o caminhão - o caminhoneiro disse que o francano invadiu a pista contrária.
A violência do impacto destruiu o Vectra por completo e ocasionou a morte instantânea do jovem de 23 anos. A frente e a carroceria do caminhão ficaram danificadas, e o condutor, com fraturas em costelas, foi socorrido e internado na Santa Casa de Franca. Parte do cimento se espalhou pela pista junto com os óleos e combustíveis dos dois veículos, obrigando a equipe de DER (Departamento de Estradas de Rodagem) a jogar serragem na pista para evitar novos acidentes.
O perito Hermes Busquilha e a fotógrafa pericial Silvia Maria Ferreira estiveram no local. Busquilha apurou que o carro foi arrastado por mais de 60 metros, e o caminhão só parou a mais de 100 metros do local do impacto. Os soldados PM Fanti e Franco, da Polícia Rodoviária de Franca, e o investigador Edivaldo, da delegacia de Itirapuã, registraram a ocorrência. O trecho onde ocorreu o desastre não precisou ser interditado, mas o fluxo de veículos no sentido Minas Gerais precisou ser desviado para o acostamento - no sentido oposto, motoristas foram obrigados a dirigir na pista contrária em toda a extensão do local do acidente.
O corpo de Moreira foi velado a partir das 15 horas no Cemitério Santo Agostinho, onde em seguida ocorreu o sepultamento com trabalhos da Funerária Francana. O serralheiro deixa mulher e dois filhos.
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