Mototaxista preso por tráfico assassinou cunhado, afirma polícia


| Tempo de leitura: 2 min
Imagem de arquivo mostra sangue em calçada do Jardim Boa Esperança. Assassinato ocorreu em outubro de 2012
Imagem de arquivo mostra sangue em calçada do Jardim Boa Esperança. Assassinato ocorreu em outubro de 2012

O mototaxista Elton Miranda de Almeida, 30, o Bicudo, preso no CDP de Franca por tráfico de entorpecentes, assassinou, segundo a polícia, seu próprio cunhado, o comerciante Marcelo Henrique Barbosa, 34.

O crime ocorreu na manhã do dia 14 de outubro no ano passado, no cruzamento da avenida Presidente Vargas com a rua Osvaldo Cruz, no Jardim Boa Esperança. O suspeito nega, mas a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) garante diz ter provas que apontam Bicudo como autor do homicídio.

Marcelinho, que estava preso na penitenciária de Balbinos (SP), foi beneficiado pela saída temporária no dia 11 de outubro. Três dias depois, foi executado, pouco depois das 7h30, com cinco tiros à queima roupa, sentado na calçada, comendo pão, pelo piloto de uma moto. A DIG tinha informações de que Bicudo estaria envolvido e, segundo o investigador Paulo Rodrigues, reuniu provas que o apontam como autor.

A mais contundente seria uma escuta telefônica, autorizada pela Justiça, onde Bicudo envia, às 8h02, mensagem para o integrante de uma facção criminosa. “Um já era”, dizia. Minutos depois o interlocutor retorna com uma pergunta: “É o parente (se referindo ao cunhado, segundo a polícia) ou o Donkey Kong? (outro beneficiado pela saída temporária, comparsa de Marcelinho)”. “É o parente”, respondeu Bicudo.

“Apesar de serem cunhados, os dois pertenciam a facções criminosas diferentes e rivais. No dia em que deixou o presídio (11 de outubro), Marcelinho quebrou o carro da irmã, que é casada com Bicudo. Na madrugada do crime, Marcelinho invadiu e destruiu a casa da irmã. Estes motivos levaram Bicudo a executar o cunhado”, disse Rodrigues.

Na segunda-feira, com autorização da Justiça, Bicudo deixou o CDP e esteve na sede da DIG. Mesmo diante das provas colhidas, ele continuou negando o crime.

O delegado Márcio Garcia Murari, o indiciou e agora vai enviar o inquérito à Justiça, junto com pedido de prisão preventiva, mesmo com ele já estando atrás das grades.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários