DDM lidera ranking de produtividade das delegacias


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Um levantamento inédito, feito pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, aponta que, em média, 12 inquéritos policiais são instaurados em Franca a cada 24 horas. Os números correspondem ao período de janeiro a maio deste ano e, segundo a Delegacia Seccional, os dados mostram que o trabalho da Polícia Civil “está sendo realizado com afinco na cidade”.

Ao todo, foram 1.854 crimes encaminhados para investigação em um universo de 5.107 queixas registradas nas unidades francanas. A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) lidera a abertura de inquéritos com 565 casos, 11 % do total (veja o ranking completo ao lado).

Em segundo lugar no ranking de inquéritos abertos na cidade (266), o delegado João Walter Tostes Garcia, chefe do 2º DP, no Jardim Guanabara, explicou que o trabalho feito está dentro da normalidade. Apesar de contar com apenas três investigadores para “correr atrás” de 1.023 crimes, computados nos cinco primeiros meses deste ano, o delegado não se queixa e atribui os resultados à dedicação de sua equipe. “Não temos nenhum caso grave parado. As investigações mais complicadas deste ano, foram os atropelamentos com fuga do local, mas todos já foram finalizados e encaminhados ao Fórum”.

O delegado assistente da Seccional, Daniel Radaelli, comentou os resultados. Em sua opinião, o inquérito policial é uma importante ferramenta de avaliação do serviço prestado pela Polícia Civil à comunidade. “Os inquéritos instaurados são os casos que recebemos sem muitas informações, mas que através da investigação descobrimos o autor, como o crime aconteceu e outros detalhes” explicou.

Entretanto, Radaelli ponderou os números alertando que nem todos os inquéritos abertos contam com essas informações. Em casos mais graves, como homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte), por exemplo, o CPP (Código de Processo Penal) brasileiro subordina a investigação à existência de um inquérito policial, ou seja, não é possível iniciar o trabalho de identificação do assassino sem que seja aberto primeiro um inquérito. Isso não significa que o caso tenha sido resolvido a contento, o que impede a análise da eficiência do serviço policial.

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