Dúvidas sobre plano de ampliação


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Os próprios coordenadores de creche não entraram em consenso a respeito de como vai funcionar a determinação da Prefeitura. Eles divergem quanto à porcentagem de aumento de vagas, obrigação de cumprir a medida e repasse de subsídios para manutenção.

O administrador das creches Joana Angélica de Jesus e Joana de Ângelis, Ilton Ferreira, afirma que o que existe é uma autorização para o acréscimo no número de vagas, se houver condições para isso. “Não há obrigação de maneira nenhuma”, afirma, acrescentando que a manutenção das crianças a mais que serão atendidas serão pagas pela Prefeitura.

Já a coordenadora pedagógica da creche São José, Ana Célia de Freitas, diz o contrário: o aumento é obrigatório, e a Prefeitura não irá investir um centavo a mais nas creches. “Eu acho errado, porque o juiz não conhece a realidade de cada creche, nem o prefeito e os vereadores. Aqui, já temos 24 crianças em cada sala. Se vier uma a mais, não tem onde colocar um colchão para ela dormir. Tem que colocar no corredor, do lado de fora. Nós não temos nem estrutura física nem material para acolher mais”, queixa-se.

Já a coordenadora da creche Nossa Senhora das Graças, Roseli Ribeiro, afirma que a taxa de 15% é fixa, e que não tem condições de atender a todas. “Essa porcentagem corresponde a 21 crianças, e não tenho espaço físico para tantas. Deveriam fazer uma pesquisa para saber quantas excedentes eu posso colocar. Também recebemos por criança aqui na creche, e num primeiro momento, o comentado é que essa verba adicional não será repassada para nós, apenas material, como mobiliário, merenda e colchão”, afirma.

Segundo o estudo da Prefeitura, o percentual de aumento para todas as creches será exatamente 15% e obrigatório.

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