Professores municipais param e deixam 900 alunos sem aula


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Grupo de professores da Escola Municipal ‘Farid Salomão’, que pedem equiparação salarial
Grupo de professores da Escola Municipal ‘Farid Salomão’, que pedem equiparação salarial

Os professores de duas escolas municipais de Ribeirão Corrente paralisaram ontem as atividades e deixaram cerca de 900 estudantes sem aulas. A reivindicação dos servidores é pela igualdade de salários de PEB I (professores de 1º ao 5º ano) e PEB II (professores de 5º ao 9º ano). Atualmente, a primeira categoria tem remuneração inferior aos profissionais de PEB II, porém, segundo os manifestantes, ambas possuem a mesma formação. A equiparação salarial depende de decisão da Câmara.

A paralisação atingiu os períodos da manhã e tarde e alcançou a adesão de 70 professores da rede municipal que atuam nas escolas “Farid Salomão” e “Jornalista José Granduque”. Muitos pais chegaram a levar os filhos para aulas e foram surpreendidos. “Chegamos a colocar avisos e entregamos comunicados e, na hora da entrada, ficamos do lado de fora informando os pais da situação”, disse a professora Juliana Moreira Pedrosa.

Apesar dos alunos terem sido dispensados, os servidores permaneceram na escola para trabalhos administrativos em decorrência do fechamento de bimestre. A promessa é que as aulas voltem ao normal hoje. Ontem à tarde, no entanto, cartaz fixado em um dos portões da escola municipal “Farid Salomão” indicava que a paralisação seguirá até a próxima reunião da Câmara Municipal, no dia 2 de julho.

Segundo a professora Simoni Leandro, o município tem condições de equiparar os salários, pois conta com verba do Fundeb que permite esse destino. “Não irá onerar as contas da Prefeitura, pois o dinheiro do Fundo é suficiente para igualar os salários das duas categorias.” De acordo com os servidores, o município paga R$ 9,40 a hora-aula para PEB I e R$ 10,45, para PEB II.

“Era para o projeto autorizando o mesmo salário para as duas categorias ter sido aprovado na reunião da Câmara de terça-feira, mas os vereadores pediram mais prazo para estudar o caso”, disse a também professora Georgia Aparecida Martins. Segundo ela, a paralisação de ontem foi para que houvesse uma negociação entre os professores e as autoridades responsáveis. “Fomos recebidos pelo prefeito, vereadores e a secretária de educação, que ficaram de analisar a situação e nos dar uma resposta até a próxima sexta-feira.”

Ontem, a secretária de Educação, identificada como Elaine, não foi encontrada em diversas ocasiões para falar sobre o assunto. Na sede da secretaria de Educação, a informação era que ela havia passado a tarde toda em reunião.

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