Insegurança toma conta do Poliesportivo de Franca


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O presidente do Franca Basquete, José Guilherme Calil Maia, revela que a insegurança atingiu o ginásio onde time manda suas partidas. Desconhecidos furtam material esportivo
O presidente do Franca Basquete, José Guilherme Calil Maia, revela que a insegurança atingiu o ginásio onde time manda suas partidas. Desconhecidos furtam material esportivo

Um dos destinos mais conhecidos dos francanos que praticam esporte e também para aqueles que são fãs de basquete adquiriu uma nova e indesejada característica. Usuários e funcionários do Poliesportivo de Franca relatam que a insegurança é um sentimento comum na área, localizada no Residencial Paraíso. A principal causa está relacionada ao grande número de usuários de drogas que se aproveitam do espaço. A Prefeitura afirmou que estuda soluções para o problema, entre elas a instalação de câmeras. Nenhum prazo foi estipulado.

O caso de maior repercussão aconteceu na manhã do dia 11 deste mês, quando o promotor de Justiça de Patrocínio Paulista, Christiano Augusto Corrales de Andrade, teve seu veículo, um Chevrolet Captiva, roubado por um jovem de 15 anos que reside em Ribeirão Corrente.

Casos como esse são relativamente comuns dentro do complexo. “Fiquei aqui (no Poliesportivo) o dia todo. Ao sair, não encontrei meu carro”, contou Flávio Andrade Júnior, 31, supervisor do Franca Basquete. “Eu tinha um New Civic de 2008 e até agora não sei como os caras conseguiram levar. Tinha alarme, chave codificada e tudo mais”, afirmou. Andrade registrou um boletim de ocorrência, mas, as autoridades ainda não encontraram o veículo. O furto aconteceu no dia 6 de maio.

Funcionários que cuidam da manutenção do complexo revelaram que o grande problema do local são os usuários de drogas. “Eles usam principalmente as quadras, que são abertas. Você tenta falar para eles saírem, mas é difícil. Já sofri várias ameaças e quase fui agredido”, revelou um trabalhador, que preferiu manter o anonimato. “A polícia dá uma passadinha rápida por aqui, mas o espaço é muito grande. Não adianta”, contou.

Os frequentadores do Poliesportivo se dividem. Aqueles que visitam o local esporadicamente dizem não ter problemas. “Eu acho tranquilo. Nunca tive problemas e nunca vi nada”, afirmou a babá Edicelma Aparecida Diniz Campos, 44. “Já encontrei adolescentes com uniformes escolares usando drogas na área das quadras. Isso porque não vemos como é quando os portões estão fechados, porque, com certeza, esses muros não seguram ninguém”, afirmou um personal trainer que também preferiu não se identificar.

Nem a sombra do 15º Batalhão da PM de Franca serve de alento. O secretário de Segurança e Cidadania de Franca, Sérgio Buranelli, revelou que realiza um estudo para saber que medidas tomar contra os furtos e roubos no local. A melhor opção, segundo Buranelli, é a instalação de câmeras. Ele, porém, não dá prazos.

Dentre as construções que fazem parte do complexo Poliesportivo, a mais conhecida e utilizada é o ginásio onde atua o Franca Basquete. Conhecido nacionalmente como “Templo do Basquetebol Brasileiro”, o local também sofre com as investidas. “De um ano pra cá, ficou muito mais frequente as invasões”, alegou o presidente do Franca Basquete, José Guilherme Calil Maia. “Geralmente eles levam materiais esportivos usados, nada de muito expressivo. Mas esse tipo de ação incomoda, e muito, pois precisamos desses materiais”.

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