Prefeito e Empresa São José são alvos do protesto


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Manifestantes se sentaram na avenida Alonso y Alonso, próximo ao viaduto ‘Dona Quita’ e cantaram
Manifestantes se sentaram na avenida Alonso y Alonso, próximo ao viaduto ‘Dona Quita’ e cantaram

Reportagem de Priscilla Sales, Ana Catarina Prebill e Paulo Martins

Duas horas depois do anúncio de congelamento do preço da tarifa de ônibus feito pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), duas mil pessoas se reuniam novamente em frente ao Terminal “Ayrton Senna”, no Centro da cidade. Formado em sua grande maioria por jovens estudantes, o grupo ignorou o pronunciamento do prefeito e manteve a decisão de protestar pelas ruas da cidade pedindo a redução do valor da tarifa, pelo rompimento de contrato com a empresa São José e até pela saída de Alexandre Ferreira do comando da cidade. O protesto durou cerca de três horas e terminou em frente à Prefeitura, onde o único ato de vandalismo registrado foi a pichação de um muro.

Diferente do primeiro protesto, desta vez, a Empresa São José decidiu suspender a circulação de ônibus nos pontos onde os manifestantes passavam. Como era previsto, depois da concentração no terminal, a passeata se deslocou para a avenida Champagnat, onde ao passar em frente à Secretaria Municipal de Educação, os participantes gritavam por mais investimentos e mais qualidade no ensino.

Depois seguiram pela avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, com gritos de guerra de “Fora São José” e “Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar. Se o povo se unir, a tarifa vai cair”, numa referência clara ao anúncio feito pelo prefeito. (Veja o vídeo)

A estudante de direito Mira Diniz, de 22 anos, havia lido sobre as medidas locais de Ferreira nas redes sociais e se disse decepcionada. “São supérfluas. Nós não queremos apenas o congelamento das tarifas de ônibus da São José, queremos que ela baixe e que as contas da empresa sejam abertas à população.”

Fabíola Andrade, de 17 anos, estudante, estava com um grupo de amigos gritando “Fora São José”. Ela mora no Jardim Aeroporto e depende do transporte público para estudar no Centro da cidade. “Acho um absurdo o preço cobrado e as regras impostas pela São José para os estudantes que têm passe. Fiquei sabendo aqui do anúncio de congelamento e esperava mais. O que queremos é redução. É por isso que estou aqui protestando.”

Os manifestantes ainda passaram pelo viaduto “Dona Quita”, onde permaneceram sentados todos por alguns segundos e depois seguiram para a Câmara Municipal, onde apenas estouraram alguns rojões. O destino seguinte foi a Prefeitura. Lá, colaram cartazes nos portões de entrada e pediram a renúncia do prefeito Alexandre Ferreira. “Alexandre, não queremos você” e “Fora Alexandre” foram gritos repetidos diversas vezes.

O protesto oficial terminou com os organizadores pedindo que todos fossem para casa. Mas um grupo pequeno resolveu seguir novamente para o Centro da cidade, onde alguns pequenos atos isolados de vandalismo foram registrados.

Veja os cliques da segunda manifestação:

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