Bebê se engasgou com leite, aponta laudo preliminar do IML


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Agente funerário retira o caixão da bebê que foi deixada morta na casa da avó
Agente funerário retira o caixão da bebê que foi deixada morta na casa da avó

O médico Rogério Welbert Ribeiro, coordenador do núcleo de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), afirmou ontem que o bebê, deixado morto na casa da avó pela própria mãe, já estava morto muito antes da ambulância ser acionada via 192. Ribeiro foi quem chegou no local para prestar os primeiros socorros à pequena Maria Paula, bebê com apenas 39 dias de vida que morreu de forma misteriosa. De acordo com o médico, a rigidez no maxilar que impediu a equipe de entubar a criança era de um cadáver com quase uma hora de morte. Segundo laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal), uma asfixia mecânica provocada pelo leite ingerido diretamente do seio da mãe, Daniele Brandieri da Silva, 23, teria sido a causa da morte.

De acordo com o médico, as informações passadas pela família davam conta de que o bebê havia acabado de se engasgar, por isso, assim que chegou na casa, localizada na Vila São Sebastião, a equipe foi logo verificando os batimentos cardíacos da pequena. “Eu confiei no que a família me disse e como notei que não havia pulso, comecei a massagem cardíaca. Pedi para que um assistente montasse o laringoscópio (aparelho usado para iniciar ventilação artificial). Quando coloquei as mãos no maxilar inferior percebi que ele estava rígido.”

Ribeiro afirma que isso só acontece de 30 a 60 minutos após a morte. Baseado neste sinal, ele encontrou um sangramento no esôfago e notou ainda que as pupilas estavam muito dilatadas. “Se fosse só o tempo da mãe trazer a criança para a casa da avó e chamar a ambulância, daria tempo para tentarmos uma ressuscitação”, disse ele.

Desconfiado que a morte pudesse ter sido violenta, o profissional acionou a polícia. O caso foi registrado como morte suspeita na DDM e a delegada Graciela Ambrósio disse que aguardará o laudo necrológico completo antes considerar a hipótese de crime.

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