Os francanos devem voltar às ruas nesta terça-feira. Um novo protesto está marcado para o final da tarde de hoje. Como da primeira vez, a concentração será em frente ao Terminal “Ayrton Senna”, no Centro, às 17h30. Até o início da noite de ontem, 5,6 mil pessoas haviam confirmado presença por meio das redes sociais.
O trajeto sofrerá mudanças. Desta vez, a ideia é partir do terminal, descer a avenida Champagnat, caminhar cerca de dois quilômetros pela avenida Dr. Ismael Alonso y Alonso, depois se dirigir à Câmara Municipal e encerrar o protesto na Prefeitura.
Os manifestantes querem um transporte coletivo mais barato e de qualidade, reivindicando itens como a criação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investigue a empresa São José; a municipalização do serviço e a redução da tarifa.
Para organizar as pessoas, um carro de som será utilizado. Na primeira passeata, houve um pequeno desencontro de informações, o que fez com que um grupo seguisse muito à frente de outro. Também não havia um grito único. Cada pessoa gritava o que quisesse.
Para evitar a ação de vândalos e facilitar o trabalho da polícia, os organizadores da passeata proibiram o uso de máscaras que impeçam a identificação de quem as use e bandeiras partidárias. Também estão recomendando a todos que sigam para suas casas assim que acabar a manifestação.
A Polícia Militar acompanhará toda a movimentação de perto. “Planejamos o emprego especial do efetivo da PM, a fim de atender a demanda e proporcionar segurança aos manifestantes e comunidade de Franca”, informou a capitão Andreza Cristina Bérgamo, sem revelar detalhes ou o total de homens a ser convocado.
O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, disse que a Prefeitura também deve reforçar a presença da Guarda Municipal nos prédios públicos.
A Empresa São José não informou se adotará um esquema especial de ônibus durante o tempo da passeata.
Nas duas faculdades municipais que ficam no caminho da passeata, até o início da noite de ontem, as aulas e o atendimento aos alunos seriam mantidos normalmente nesta terça-feira.
Na Câmara, um dos alvos dos manifestantes, o expediente também será mantido. A única alteração foi o cancelamento da cerimônia de encerramento da Semana Municipal de Combate às Drogas previsto para a noite de quarta-feira (leia na Página A-3).
DISCUSSÃO
Uma discussão, que começou na reunião de preparação na tarde de domingo entre os organizadores do evento, culminou com uma extensa troca de acusações e ameaças de processos judiciais no Facebook.
Vinicius Silva foi acusado por outras duas organizadoras, Vera Albuquerque - a Verinha Lulu - e Danyelle Maschio de autoritarismo. Elas acabaram deixando o gerenciamento do movimento. No início da noite de ontem, Vinicius também publicou na rede social sua desistência da organização do protesto.
Uma nova manifestação também está agendada para esta quarta-feira, mas deve ser transferida para outra data por conta do jogo da seleção brasileira.
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