Morreu no dia 20 deste mês, no Hospital São Joaquim/Unimed, onde esteve internado por cerca de um mês, João de Carvalho. Foi sua última internação para tratamento de hidrocefalia. A condição física debilitou-se muito durante esta semana, especialmente em função da idade - 86 anos - e ele não resistiu.
Nasceu na região rural de Patrocínio Paulista e Itirapuã (SP). Desde muito cedo acostumou-se à dureza da vida, junto a seus pais. Ficou órfão de mãe na infância, e de pai, na adolescência. Em Patrocínio Paulista encontrou o trabalho que o tornou personagem conhecido na cidade: estufista. Exercitou a função em matadouro e frigorífico daquela cidade. Preparava, em seu dia a dia, carnes defumadas que conquistaram freguesia fiel na cidade e região.
Casou-se em Patrocínio com Ernestina Roncari Carvalho, a quem deixou viúva agora, depois de 63 anos de vida em comum. Do enlace, nasceram seis filhos (José Antônio, casado com Lúcia Helena; Roberto, casado com Cleusa; Maria Aparecida, casada com Ivo Pereira Silva; Rosa Helena, falecida; Fátima e Ana Lúcia), oito netos (Claire Carolina, Carlos César, Cherlene, Jian Carlo, Jaiter, Tiago, Thalita e Túlio) e quatro bisnetos (Samir, Gabriel, Etienne e Júlia).
A empresa onde atuava passou por grandes adaptações e decidiu-se por fechar o matadouro. Mais um tempo, e o controle acionário foi vendido. João se desligou da empresa e, com a família, se mudou para Franca. Nesta cidade, trabalhou no Curturme São Marcos, como serviços gerais, até a aposentadoria. Ernestina cuidava da casa e lavava roupas para complementar a renda e garantir escola aos filhos. Compraram a sonhada casa própria.
Quando estava a pouco de aposentar-se, João se programou para, se necessário, trabalhar por mais um período, para ‘reformar a casa’, adaptando-a à família que crescia. Determinado e fiel a seu perfil, ‘não queria deixar dívidas a ninguém’. Segundo a filha Fátima, assistente social e atual presidente da Associação dos Servidores Públicos Municipais, “a penúria e a dureza do trabalho tornaram meus pais gente de grande caráter. Eu diria que essa é a principal herança que recebemos deles. Felizmente temos a mamãe ainda viva, para nos ajudar a repassar também a netos e bisnetos”.
João foi um homem de hábitos simples e religioso. Após a aposentadoria, tornou-se avô presente, como tinha sido pai presente e preocupado. Seu velório aconteceu no São Vicente de Paula. O sepultamento se deu no Cemitério Santo Agostinho, 16 horas da sexta-feira.
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