Tenho que calar a voz pedra lascada de dentro do peito
Ser vazia como estão as conchas, as mãos, os bolsos
Ser língua, muita saliva para aguar chão seco
Fazer brotar no árido sertão do meu medo oco.
É quando nego soberanias de cristal que fundo reinos eternos
Espaireço, sinto então que é espesso; goteja resquício d’alma
É o grosso do amor a lambuzar o tempo, a pressa, a calma
É de ter vagado tanto vazia nessa procura afã
Que creio é chegada a hora, a cura, sinto-me sã
É não vendo perigo que te salvo, te revivo agora
De insuportáveis possibilidades vago inquieta na demora
Divago, divago em memórias... Divago coisas belas
Uma boca-caverna-idéia de Platão que me estendia
Divago Jivago, divago. Sou sombra da perfeição que me pretendia
Falamos de altivas e poentes coisas do dia a dia
Sua boca justa é mais perfeita que no plano das idéias
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.