Entoando gritos como “Ei, Fifa, paga minha tarifa”, “O pau vai quebrar se o busão aumentar” e “O povo unido não precisa de partido” os manifestantes do protesto de ontem chegaram à sede da Prefeitura, na Avenida Presidente Vargas. Faltava pouco para às 18h30 quando, com a polícia à frente fechando o trânsito, a multidão chegou ao prédio.
Os ânimos se exaltaram um pouco com a proximidade do local que, já fechado em decorrência do horário, tinha em seu interior apenas alguns guardas. Aos poucos os protestantes “abraçaram” a Prefeitura, em um ato simbólico, andando em volta dela. Alguns, mais radicais, picharam muros com palavras de ordem e termos pejorativos destinados à presidente Dilma Rousseff, jogaram bombas (as comuns em festas juninas) e rojões dentro do prédio do Poder Executivo e balançaram com força as grades, danificando parte delas. Um vidro e um holofote também foram atingidos. Os próprios manifestantes, que em sua maioria queriam paz, se colocaram contra esses poucos baderneiros e coibiram a ação gritando sonoros “Não à violência”.
Vaias foram escutadas durante boa parte do protesto na Prefeitura. O estudante Rafael Leonardo Costa, de 23 anos, tentava convencer seus colegas a abandonar as palavras de baixo calão a respeito do prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (PSDB), e adotar as vaias. “Estou dizendo o mesmo que eles, mas com mais educação”, dizia. Aos poucos, conseguiu. Quando o grupo virou na Rua Capitão Anselmo, com destino à Câmara Municipal, as vaias eram a maioria.
Os estabelecimentos nas imediações, como o Hotel Imperador Palace, fecharam suas portas, mas nenhuma infração foi registrada durante os atos. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Franca acompanhou o protesto com mais de 20 profissionais envolvidos - parte nas ruas, na manifestação, e parte de plantão, na sede da Avenida Major Nicácio. Durante todo o percurso oficial, que terminou por volta das 20 horas no viaduto Dona Quita, nenhum problema foi registrado, segundo o advogado Marlon Rodrigues.
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