Manifestação promete parar hoje o Centro de Franca


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Na noite de ontem, estudantes da Faculdade de Direito de Franca se anteciparam à manifestação na cidade e protestaram por melhorias no ensino
Na noite de ontem, estudantes da Faculdade de Direito de Franca se anteciparam à manifestação na cidade e protestaram por melhorias no ensino

Depois de verem a ebulição de manifestações que invadiram o país pela televisão, jornais e internet desde a semana passada, os francanos terão a oportunidade de se fazer ouvir. Hoje, a partir das 17h30, Franca deverá parar e engrossar o coro de insatisfação que já inflamou milhares de brasileiros. Pela internet, até o fechamento desta edição, mais de 13 mil pessoas tinham confirmado presença no calçadão da rua Marechal Deodoro, em frente à boate Montana, no Centro, ponto de encontro do ato rebatizado ontem de “Vem Pra Rua Franca”.

Do Centro, os manifestantes marcharão até a Prefeitura. Depois, a caminhada será em direção à Câmara Municipal. O último ponto será o viaduto “Dona Quita”, na Major Nicácio, completando o trajeto de pouco mais de 3 quilômetros. Tanto na página do Facebook quanto na preparação da manifestação, que aconteceu terça-feira, os organizadores reiteraram que o protesto será pacífico e apartidário.

O ato local lutará, principalmente, contra a Proposta de Emenda Constitucional 37/2011, que limita o poder do Ministério Público, e contra a tarifa de R$ 2,80 cobrada pela São José, empresa responsável pelo transporte público na cidade.

Ontem, a São José informou que não irá se pronunciar sobre o protesto. Por sua vez, o Ministério Público declarou seu apoio aos manifestantes. “Lamento a tentativa de se votar essa emenda que retira o poder de investigação do MP”, afirmou o promotor de Justiça Joaquim Rodrigues de Resende Neto, diretor regional da Associação Paulista do Ministério Público. “Fico muito feliz por ver que o povo vem acompanhando a discussão da PEC 37 e, pelo jeito, já se posicionou contra.”

POLÍCIA
Uma das maiores preocupações da população é sobre a segurança da população durante o protesto. Através de nota enviada por e-mail, a capitão Cláudia Regina Nunes Lança, interina do Setor de Comunicação Social da PM, disse que acredita que a mobilização local transcorrerá de forma pacífica. “A Polícia Militar respeita o direito à livre manifestação da população, porém, também a orienta para que exerça esse direito de forma pacífica”, afirmou. “O policiamento ocorrerá normalmente e visa a garantir a segurança, não só dos manifestantes, como de toda a população francana.” A PM ainda declarou que, para não revelar a estratégia, não poderia informar qual será o efetivo deslocado para o ato.

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