Não bastassem as suspeitas de irregularidade no processo para construção, o viaduto “Dona Quita” também virou motivo de problemas para os empresários que possuem negócios na avenida Major Nicácio. Eles afirmam que o movimento em seus estabelecimentos caiu até 40% desde que o viaduto foi inaugurado, em março deste ano. Reclamam principalmente do corte nas vagas de estacionamento.
Muitos dizem que, caso a Prefeitura não faça nada, irão procurar outro lugar para instalar seus negócios. Segundo o secretário de Segurança e Cidadania de Franca, Sérgio Buranelli, é impossível criar novas vagas no canteiro central. “Não há quase nada que possa ser feito.”
Segundo os empresários, o maior problema acontece nos dois primeiros quarteirões da avenida após o viaduto, no sentido Santa Cruz, onde o canteiro central perdeu as vagas de estacionamento. “Em horário de pico, os clientes sumiram”, disse o comerciante Juliano Goulart, 30. “Eu tive uma queda entre 35% e 40% desde que tiraram essas vagas, um pouco antes da inauguração”, acrescentou Goulart, que possui um negócio na área há quatro anos e afirma que, caso nenhuma medida seja tomada, terá que tomar medidas mais severas para não ir à falência. “Acredito que terei de procurar outro ponto ou, dependendo do caso, mudar de ramo, afetando aí mais de 30 famílias.”
O comerciante Elton Menedez, 35, reclamou ainda que a falta das vagas de estacionamento causam problemas na hora de receber novas mercadorias. “Já recebi mensagens que se não dermos jeito, meu fornecedor vai parar de fazer entregas porque o caminhão não consegue parar aqui”, explicou Menedez, que trabalha na área há sete anos.
Além da questão da falta de estacionamentos, os empresários dizem que o excesso de velocidade dos motoristas que saem do viaduto assusta quem tenta parar no local. “É muito difícil parar aqui. Você precisa ficar esperto, se não o carro de trás acaba batendo”, relatou a auxiliar administrativa Ana Carolina dos Reis, 19.
Para os empresários, isso acontece porque não existe fiscalização no local. “Existem as placas indicando que na avenida o máximo é 60 km/h e no viaduto é 40 km/h. Mas ninguém respeita isso”, disse um funcionário de um estabelecimento das proximidades. “Antes até tinha radar. Agora a polícia sumiu, e os motoristas aproveitam.”
Para Sérgio Buranelli, a reabertura das vagas do canteiro central é impossível. “Estamos tentando criar um lugar para carga/descarga. Mas não podemos fazer mais que isso.”
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