Festas Juninas fazem parte da cultura popular


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Quando o povo produz e participa de forma ativa de alguma manifestação cultural, estamos diante de uma cultura popular. Muitos também dizem “pop”.

São “pops” o carnaval, a literatura de cordel, o samba, o frevo, a capoeira, quase todos os provérbios, as cantigas de roda, as fábulas, as lendas urbanas, as superstições, as festas de rua, os folguedos e muitos outros itens de extensa lista.

A cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida oralmente, de geração para geração. Um conta para o outro e assim vai se criando um colar de expressões artísticas.

Ela nasce da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de co-nhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, ideias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanato, folclore etc.

Em oposição à cultura popular, temos a cultura erudita. Chamamos assim ao conhecimento que se obtém através da leitura, da pesquisa, do ensino em escolas e outros centros de difusão do conhecimento.

Um exemplo: uma lenda pode ser recontada por um avô, que a ouviu de seus pais, a seu neto, que poderá contá-la a seus filhos. Mas um romance já necessita da escrita para ganhar corpo, pois seria impossível improvisá-lo na voz.

As festas juninas fazem parte do grande conjunto de manifestações às quais chamamos de “cultura brasileira”. De acordo com historiadores, foram trazidas ao Brasil pelos portugueses, durante o período em que nosso país foi governado por Portugal.

Os portugueses comemoravam os santos Antônio, João e Pedro no mês de junho. Por isso as chamavam juninas; mas alguns estudiosos acreditam que de início fossem “joaninas”, por terem mais relação com São João.

As festas juninas já chegaram ao Brasil com fortes influências de chineses, espa-nhóis e franceses. Da China, a herança dos fogos de artifício; da Espanha, a dança das fitas; da França, a quadrilha.

Os elementos vindos com os portugueses, com o passar do tempo se misturaram a outros bem brasileiros, oriundos de indígenas, africanos, outros imigrantes europeus aqui chegados. Ganharam outro jeito.

E mesmo dentro do Brasil elas foram se diferenciando. São comemoradas de modos diferentes no nordeste, no sul, no norte, no centro e no sudeste. Variam os tipos de comidas, as danças, as rezas, as brincadeiras, as simpatias.

Nós, paulistas, gostamos das quermes-ses com barraquinhas de comidas típicas, quadrilha, correio elegante (o bilhetinho que os namorados trocam entre si), leilão de prendas. Tudo acontece em pátios de igrejas, escolas, sindicatos, clubes e empresas. O GCN Comunicação realizou a sua Festa Junina nos dias 6 e 7 de junho.

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