O alto escalão do governo Alexandre Ferreira atravessa um período de turbulência neste começo de administração. Em dois meses, duas quedas. Se Wilson Teixeira resistiu o quanto pôde, Leila Haddad pediu para sair.
Então titular da Secretaria de Educação, a maior pasta do governo municipal, Leila pediu exoneração em abril após mais de quatro décadas atuando na Prefeitura. Ela havia ocupado o mesmo cargo durante as duas gestões do ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e foi a primeira a ser convidada, ainda em dezembro, para integrar o novo governo.
Leila comandava um orçamento de R$ 176 milhões e tinha sob sua responsabilidade uma estrutura formada por 2.372 funcionários, 74 escolas e 45 creches. Em abril, após atuar apenas quatro meses ao lado de Alexandre, surpreendeu ao anunciar sua saída.
Oficialmente, a ex-secretária alegou motivos de saúde. A relação com o prefeito é que não andava boa. Leila estava magoada com o tratamento pouco gentil que estava recebendo do prefeito. Entrevistada pelo Comércio na semana em que se desligou, ela revelou o descontentamento. “Se me deixassem à vontade, eu ficaria.” Questionada sobre como foi ter trabalhado com os dois prefeitos, disse que Sidnei Rocha deixou saudades. “Ele era exigente, mas uma pessoa equilibrada.”
Desta vez, o secretário não pediu para sair. O prefeito foi obrigado a demiti-lo. A exemplo do ocorrido quando Leila foi embora, o vice-prefeito Fernando Baldochi assumirá o cargo. “Vou ficar até quando o Alexandre achar conveniente.”
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