Várias são as circunstâncias que motivam as pessoas a se voluntariarem. Algumas tão ou mais tristes quanto as das pessoas que precisam de ajuda. Maria Amélia Barbosa tem 86 anos e, recentemente, sofreu um acidente que resultou em uma bengala como auxílio. Mesmo assim, ela se dispôs a continuar o seu trabalho na ONG Voluntários da Saúde. “Vim para cá há mais ou menos 10 anos, quando meu marido faleceu e, cinco meses depois, também perdi meu filho. Eu me senti muito sozinha e comecei a ajudar para ocupar o tempo”, disse.
Mesmo com a insistência de seus outros filhos para que usasse seu tempo para recuperar-se totalmente do acidente, Maria Amélia bateu o pé. “Eu me sinto bem aqui. A gente acaba ficando amiga de alguns pacientes e me emociono demais com isso”, disse enquanto lágrimas desciam pelo seu rosto.
Outras pessoas acabam se voluntariando apenas pela pré-disposição à solidariedade. A gari Rosalina da Silva integra o time de voluntários ONG há um ano. Não satisfeita em servir o lanche na recepção, dedicou um dia do lucro obtido com a venda no espetinho que toca aos fins de semana, ao Hospital do Câncer. “Sempre gostei de ajudar. Mas Deus me devolve em dobro. Consegui minha casa própria dando à vista o dinheiro da entrada.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.