Um desentendimento entre casal por pouco não acabou em tragédia, na manhã de sábado. Um ajudante de pedreiro, de 28 anos, foi esfaqueado pelo cunhado de 24 anos depois que o último tomou as dores da irmã, uma dona de casa de 19 anos. Após entrarem em luta corporal, com socos e pontapés de ambas as partes, o cunhado foi até a cozinha e voltou com uma faca, desferindo quatro golpes no braço direito do ajudante. O motivo da briga não foi informado pelas partes.
Segundo a vítima, que pediu para não ser identificada, tudo começou por volta das 5 horas da manhã, na casa da família do agressor, no Jardim Bonsucesso. “Foi uma discussão de casal, nem cheguei a agredir ela, mas ele [cunhado] veio para cima de mim e me deu soco. Também bati, mas ele voltou com uma faca e me acertou quatro vezes”, explicou o rapaz em uma sala reservada do Plantão Policial. Seu braço estava enfaixado e a manga da camisa ainda tinha marcas de sangue. Os curativos foram feitos no Pronto-socorro Municipal “Doutor Álvaro Azzuz”.
Assim que viu a gravidade da situação, toda a família que estava na casa começou a gritar e chamar os vizinhos. Foram eles que acionaram a polícia. “Chegamos até a residência e ficamos a par de toda a situação. Pelo que nos foi passado, a vítima foi por meios próprios até o pronto-socorro, mas antes de sair, disse que voltaria para matar o cunhado”, disse o PM Gomide, que se deslocou com uma viatura até o pronto-socorro, onde foi informado por funcionários que o ajudante já havia sido atendido e liberado.
A caminho da casa do casal, no Jardim Dermínio, e de posse das características do veículo em que o ajudante dirigia, os policiais encontraram a vítima em um VW Santana, pela avenida Wilson Sábio de Mello, no Distrito Industrial.
Ele ficou surpreso por ser abordado, mas autorizou os policiais a revistarem o carro onde foram encontradas três facas em meio a alguns pertences.
Todas as partes foram levadas para a delegacia para averiguação. “Meu filho havia acabado de chegar em casa, viu toda a discussão e perdeu a cabeça. Mas a situação já está controlada e serve de lição para os dois. Isso envergonha toda a família”, comentou a sogra da vítima, que pediu para ter sua identidade preservada.
Em seu depoimento, o ajudante de pedreiro disse que não pretendia se vingar do cunhado e que apenas desejava seguir para a casa de seu pai, no município de Resende, no Rio de Janeiro.
Todos os envolvidos foram ouvidos pelo delegado de plantão. O agressor foi autuado por lesão corporal e todos acabaram liberados.
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