Dia desses, nem sei como me vi enrolada num bate papo meio esquisito e muito maluco, mais ou menos assim:
- Hei, você ai, não escreve mais para o jornal? Sumiu por quê?
- Sumi porque caí.
- Caiu onde, como?
- Caí num colchão.
- Mas a gente não cai no colchão; nele a gente deita, rola e dorme.
- É que o colchão não estava na cama, estava no chão.
- Agora entendi, a cama quebrou e tudo caiu: cama, colchão e você junto. Que barato hein?
- Não foi bem assim, eu tropecei no colchão, por isso caí.
- Então se tropeçou quebrou o dedo, o pé ou o pé da cama, né?
- Nem o meu dedo, nem o meu pé e nem mesmo o pé da cama. Quebrei o rádio.
- Já sei, você na cama, ouvindo a rádio Difusora, o rádio caiu e quebrou. Que pena, quebrar o rádio.
- Não, não, o rádio que quebrou é um osso do braço, o médico explicou porque eu também não sabia. Não vê que estou na tipoia?
- Ah sim, agora vi, mas antes o braço que o rádio porque braço a gente tem dois e rádio, às vezes nenhum, né?
- Sabe de uma coisa, eu já nem sei se caí, se quebrei o dedo, o braço ou o rádio porque você complicou tudo. Não vou pirar, vou embora, tiau.
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