Gripe H1N1 é tema de matéria nas escolas da rede municipal


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Estudante limpa as mãos com álcool em gel na escola municipal “Profa. Olívia Corrêa Costa”, do Jardim Paineiras
Estudante limpa as mãos com álcool em gel na escola municipal “Profa. Olívia Corrêa Costa”, do Jardim Paineiras

Os cuidados para prevenir a gripe A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, foram parar nas salas de aula em Franca. Com a confirmação do segundo caso da doença e da primeira morte registrada na cidade, a Secretaria Municipal de Educação reforçou as ações junto aos 17 mil alunos da rede e o assunto virou tema de trabalho escolar. A respeito da doença são produzidos textos, cartazes e murais, inclusive com a participação dos pais.

A primeira medida tomada pela Secretaria diante da confirmação dos casos foi a publicação de uma circular repassada para todas as 70 escolas municipais. Em seguida, os professores começaram a tratar do tema em sala por meio de orientações e informações sobre a doença. “A ideia é promover um debate, fazer as crianças se inteirarem da doença e trabalharem o tema juntamente com outros projetos. A notícia do jornal sobre a morte de um paciente já está sendo trabalhada em sala de aula”, disse a secretária de Educação, Fabiana Sampaio. Na última quarta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte de um homem de 48 anos pelo vírus da gripe. Ele era portador de doença crônica e não havia tomado vacina.

Na escola municipal “Professora Olívia Corrêa Costa”, no Jardim Paineiras, a doença virou matéria em todas as salas de aula do ensino infantil e fundamental. “Os professores relataram aos alunos o que é a gripe, os sintomas e como deve ser feita a prevenção. Agora eles estão realizando os trabalhos de colagem e textos. Ao mesmo tempo em que aprendem a se prevenir, ajudam na multiplicação das informações”, disse a diretora da escola, Marina Augusta Tavares de Souza. Na unidade estudam 460 crianças de 4 a 9 anos em dois períodos.

Marina disse ainda que, ao trabalhar o tema em sala de aula, os alunos assimilam mais rapidamente os cuidados a serem tomados para evitar o contágio pela doença e levam os ensinamentos para casa.

HIGIENIZAÇÃO
A preocupação com a doença não só fez o tema virar trabalho de escola como também mudou o comportamento dos alunos. Hábitos como lavar as mãos e o uso de álcool em gel se tornaram mais corriqueiros. “Todas as salas contam com o álcool e colocamos também no pátio, além disso, as salas de aula estão mais arejadas e as crianças estão tomando mais água”, disse a diretora da escola do Jardim Paineiras.

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