Viatura quebrada da PM derruba número de multas no trânsito


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Imagem de arquivo mostra policial militar trabalhando ao lado de Saveiro 2010. Conserto da viatura depende de licitação
Imagem de arquivo mostra policial militar trabalhando ao lado de Saveiro 2010. Conserto da viatura depende de licitação

A fiscalização eletrônica de velocidade em Franca está “capenga” nos últimos dois meses. A queda no número de autuações foi visível desde que uma viatura exclusivamente encarregada de monitorar as principais ruas, avenidas e estradas da cidade teve problemas mecânicos. Segundo a Polícia Militar, prestadora do serviço à Prefeitura, outra viatura quatro rodas - um carro mais velho - vem revezando seu tempo entre o patrulhamento de rotina e a fiscalização com o uso do radares móveis. Isso evitou a paralisação total do serviço. O Gol, não pertencente à frota da polícia, foi para as ruas, mas acabou sendo envolvido em outras atividades de patrulhamento de trânsito.

O reflexo veio no mês passado em forma de estatística. 2.606 condutores foram multados por excesso de velocidade, 24% menos que o balanço de abril. Na ocasião, a PM fez 3.426 autos de infração. Não foi possível fazer uma comparação com o mesmo período do ano passado, pois o uso de radares móveis ainda estava sendo implantado e os números não eram fiéis a realidade. Os dados são da Secretaria de Segurança e Cidadania.

Mesmo admitindo que a viatura oficial - uma Saveiro, 2010 - faz falta, o capitão Lázaro Felício, chefe da equipe de Força Tática e comandante da divisão de trânsito da Polícia Militar de Franca, disse que isso não quer dizer que a fiscalização acabou. Segundo o oficial, no mês passado, 4.168 multas foram aplicadas pelo método antigo, ou seja, no bom e velho talão e caneta. “Tem dias que o radar está funcionando e em outros não, mas isso não faz com que os infratores estejam livres de serem autuados em razão da nossa fiscalização normal, ou seja, com o uso das motos”. Infelizmente, o método tradicional não permite à PM punir os motoristas que excedem o limite de velocidade. Isso por não ser possível a olho nu constatar quem está mais rápido que o permitido.

O veículo quebrado é relativamente novo e está equipado com um sistema de comunicação especial conectado ao radar eletrônico móvel. De acordo com a Prefeitura, primeiro o carro precisou de reparos no sistema de transmissão. Depois foi a vez da ignição quebrar. Quatro chaveiros foram chamados e não conseguiram resolver o problema, sendo necessário acionar um serviço especializado da Volkswagen. Devido ao alto custo do conserto, a PM depende de liberação de verba da Prefeitura Municipal que diz já estar providenciando. “No sistema público é assim mesmo. Conforme o valor do gasto, dependemos de licitação e pesquisas de preço”, explicou o capitão Felício.

Atualmente, Franca não possui radares fixos, contando apenas com dois aparelhos portáteis de verificação de velocidade. A Secretaria de Segurança e Cidadania não soube precisar quando tempo levará para normalizar toda a situação.

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