‘Escolha’


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Cena 1 – Francano tem vergonha de andar de táxi! Acha que é coisa de pobre e que não dá status. Gasta uma fortuna no carro para usar no fim de semana. As vezes acorda sábado cedo para passar pretinho nos pneus, cera, aspirar. A cereja do bolo é o sachet de perfume! Pronto! Missão cumprida para enfrentar o fim de semana. Braço prá fora da janela passa dez vezes ou mais entre as bombas de gasolina e o vidro da lanchonete do Galo Branco. O carro transforma a personalidade do condutor, aumenta seu ego, sensação de poder sobre rodas. Cena 2 – O cidadão sai de casa de táxi. Não tem preocupação onde estacionar. Sai relaxado, batendo papo. Não paga flanelinha. Pode encher a cara (sic) e voltar de boa (sic) para casa. Não corre risco de assalto ou do carro ser levado. Desce na porta do evento/festa/bar e nem precisa andar. Que decisão é a sua?

José Paulo
Franca - SP

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