Polícia prende quadrilha de Franca acusada de golpes de R$ 3 milhões


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Cheques, boletos e cartões bancários apreendidos pela Polícia Federal em Franca
Cheques, boletos e cartões bancários apreendidos pela Polícia Federal em Franca

Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de ontem em Franca prendeu uma quadrilha acusada de estelionato. Cinco homens e três mulheres, com idade média de 40 anos, foram presos em suas casas, após dois meses de investigação da PF de Divinópolis (MG). A quadrilha é suspeita de fabricar e utilizar documentos falsos para a obtenção de empréstimos em agências bancárias de Divinópolis, de Bambuí - também em Minas - e de Franca. O prejuízo em cada município é estimado em R$ 1 milhão.

A fraude consistia na obtenção de empréstimos e créditos que eram gastos no setor comercial e cujos débitos não eram pagos posteriormente. A investigação começou após pedido de uma agência da Caixa Econômica Federal em Divinópolis, que suspeitou da documentação apresentada durante a abertura de uma conta. A quadrilha também abria empresas de fachada para dar mais veracidade à farsa e obter linhas de crédito de maior valor.

A operação, inclusive, recebeu o nome de Faena em alusão às touradas espanholas, uma vez que uma das empresas de fachada da quadrilha se chamava El Toro.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, em Franca a quadrilha aplicou o golpe em cinco agências - Caixa Econômica Federal, Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú - e mantinha uma loja de couros.

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que qualquer crime envolvendo o banco está sob responsabilidade da PF, não cabendo à Caixa a divulgação de informações para a imprensa.

AS PRISÕES
De acordo com a assessoria da PF, os envolvidos foram presos por volta das 6 horas da manhã de ontem em uma ação com 15 policiais federais mineiros, munidos de mandados de busca e apreensão, e que contou com o apoio da unidade da Polícia Federal de Ribeirão Preto. Os endereços das casas ocupadas pela quadrilha não foram divulgados.

A polícia divulgou apenas que eles não tinham profissão, se apresentavam como comerciantes e adotavam os nomes falsos de Mário de Almeida Prado, Camila Linhares de Melo, Nilza Maria Martins e Idelma Vieira de Carvalho, entre outros que estão sendo investigados. Fora as três cidades, o grupo se preparava para aplicar o golpe em Uberaba (MG).

Foram presos na operação os casais CRC e IB; MG e NMM; e LFS e KAS; além dos homens JVG e CDT. Todos, que não tiveram seus nomes completos divulgados, foram levados para Divinópolis, onde até o início da noite de ontem participavam de oitivas. Eles devem ser indiciados pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos, falsidade ideológica e uso de documento falso.

A PF informou que todos ficarão presos temporariamente no presídio de Floramar, em Divinópolis, enquanto continuam as diligências. A polícia ainda investiga a participação de um funcionário de um banco que facilitaria a liberação de créditos e informações, mediante o pagamento de propina.

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