Brigagão continuará liderando calçadistas por mais três anos


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Aprovado pela categoria, José Carlos Brigagão promete, à frente do Sindifranca, fortalecer categoria
Aprovado pela categoria, José Carlos Brigagão promete, à frente do Sindifranca, fortalecer categoria

Os empresários calçadistas terão um compromisso com as urnas nesta semana para escolher o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) pelos próximos três anos. Na prática, vão aclamar o nome de José Carlos Brigagão do Couto para continuar representando a categoria. Não haverá disputa interna já que apenas uma chapa se candidatou para os cargos da diretoria. Mesmo sem concorrência, é preciso que os eleitores aptos registrem o voto.

A eleição será feita durante três dias. Nesta segunda-feira, 10, a urna ficará à disposição dos empresários no Centro de Tecnologia do Couro e do Calçado, no Senai, na avenida Presidente Vargas. A votação poderá ser feita das 8 às 16 horas. Na terça e quarta, a urna itinerante vai percorrer as fábricas atrás dos eleitores faltosos. “É importante a presença dos empresários. Esperamos que todos votem para apoiar a entidade que os representa. Precisamos mostrar que o setor está unido para continuar crescendo”, disse Brigagão.

Estão aptos a votar 270 empresários. Para ter direito ao voto, o representante legal -sócio, acionista administrador ou procurador - da empresa precisa ser filiado há pelo menos 90 dias no sindicato e estar em dia com as obrigações sindicais.

Brigagão é o presidente do Sindifranca desde 2008. Pesquisa feita pelo Ipes (Instituto de Pesquisa Econômica e Social) do Uni-Facef revelou que 88,4% dos industriais aprovam o trabalho da entidade. Entre os sapateiros, o índice de aprovação ficou em 65,9%. A nota atribuída ao presidente foi 8,3. O instituto ouviu 118 das 415 indústrias existentes e 103 funcionários. Quase a metade dos entrevistados acredita em um futuro melhor para o setor.

Empresários e trabalhadores disseram que a principal necessidade é a união dos calçadistas. “É gratificante saber que nosso esforço é reconhecido e que o setor acompanha a luta da entidade para a redução do ICMS e o constante trabalho para qualificação com palestras e treinamentos. O desafio é buscar ainda mais o fortalecimento e o crescimento do setor”, disse Brigagão.

No ano passado, foram produzidos 37,8 milhões de pares em Franca. Trata-se da maior marca atingida desde 1985, quando os números de produção começaram a ser acompanhados pelo sindicato. Por outro lado, as empresas tiveram seu pior desempenho junto ao mercado exterior, com 2,7 milhões de pares vendidos para fora do País. O setor fechou o ano com 27,7 mil empregados. “Nossa meta, agora, é trabalhar em cima do certificado de origem do calçado, que foi o primeiro do tipo obtida pela indústria de São Paulo. O selo vai valorizar e proteger os produtos feitos na cidade”, concluiu ele.

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