Num acaso de mil verdes,
És tu apenas árvore
Robusta, bruta e enraizada
Delineada de possível cor
E timidamente mata
Porém, quando num mar de tua florada,
Deixa teu fascínio mostrar
És a vida com nome,
A beleza a despetalar
Cumpre tua missão de semente
Neste simples estar florindo
Imprime tua aura no horizonte
Benze quem lhe cruza o caminho
Teus trechos (loas!) abraçam a terra
E retribuem-lhe a esperança
E tu, ser completo,
Recebe o olhar sereno que lhe dança
Já não és somente árvore
Mas todo teu universo liberto
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