Sobram vagas em cemitérios de quatro cidades da região de Franca


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Imagem mostra área disponível em cemitério municipal de Patrocínio Paulista, onde é possível fazer novas sepulturas: o cemitério tem vaga uma área suficiente para construção de 400 túmulos
Imagem mostra área disponível em cemitério municipal de Patrocínio Paulista, onde é possível fazer novas sepulturas: o cemitério tem vaga uma área suficiente para construção de 400 túmulos

A falta de espaço em cemitérios municipais, comum em muitas cidades do País, é um problema distante na região. Em quatro cidades vizinhas a Franca, a capacidade para construção de novas sepulturas atende a demanda de mortos e até sobra. A situação cômoda tranquiliza as Prefeituras e também as famílias na hora de fazer um sepultamento.

Esse é o caso, por exemplo, de Rifaina. Segundo o secretário municipal de Administração, Antônio Carlos Gonçalves, o cemitério local está longe de chegar ao limite. “O ritmo de sepultamentos é pequeno e a área é grande. Estamos tranquilos.” Gonçalves diz que por mês, em média, o número de enterros na cidade não ultrapassa a quatro. Em Franca, nos três cemitérios, são realizados por mês 150 sepultamentos em média, cerca de cinco por dia.

O movimento também é baixo em Cristais Paulista, onde há vagas disponíveis até metade do próximo ano e um trabalho de controle para abertura de sepulturas desenvolvido pela Prefeitura. “Para evitar a falta de espaço, a venda de novas sepulturas só é feita quando há falecimento”, explicou o diretor de Tributação, Mateus Ferreira de Oliveira. Ciente de que futuramente necessitará de mais espaço para enterrar seus mortos, a Prefeitura já tem inclusive um plano de expansão em andamento. “Um loteador vizinho cedeu uma área que permitirá aumentar em um quarto a capacidade atual e nos garantirá pelos próximos quatro anos”, disse Oliveira. O cemitério de Cristais tem hoje capacidade para 1.253 sepulturas divididas em três grandes quadras identificadas pelas letras A, B e C. A cidade realiza em média cinco sepultamentos mensais.

Outro município que não precisa se preocupar com local para enterrar seus mortos é Pedregulho. A administração passada inaugurou uma nova ala no cemitério municipal, que até o momento só está com 10% da área ocupada. “Por enquanto, não precisamos mexer com o cemitério. Na nova ala, somente 50 túmulos foram construídos. Tem espaço ainda para mais uns 500”, disse o secretário de Obras, Infraestrutura e Meio Ambiente da cidade, João Athayde de Souza.

Em razão da vida longa dos moradores e da imensa área disponível no cemitério municipal, o problema de falta de vagas também passa longe de Patrocínio Paulista, para tranquilidade do administrador José Antônio Cícero. Segundo ele, o cemitério tem vaga uma área suficiente para construção de 400 sepulturas. “A gente só constrói quando tem demanda, e essa é pequena.” Contribui ainda o fato de muitas famílias patrocinenses possuírem sepulturas com até três gavetas. “Acredito que temos umas 1.500 carneiras vazias pertencentes às famílias da cidade”, disse Cícero, que por mês sepulta no local em torno de oito mortos. A última ampliação do cemitério foi em 2008 e, se no futuro, houver necessidade de nova expansão, a Prefeitura conta com área externa disponível.

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