Disputa: Acif e lojistas querem barrar feiras itinerantes em Franca


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Os comerciantes Pablo Roberto de Oliveira e Orlando Pereira dos Santos mostram abaixo-assinado contra a realização de feiras itinerantes em Franca
Os comerciantes Pablo Roberto de Oliveira e Orlando Pereira dos Santos mostram abaixo-assinado contra a realização de feiras itinerantes em Franca

A realização de feiras itinerantes em Franca para a venda de roupas, calçados e acessórios tem revoltado os comerciantes da cidade. Somente nos últimos 40 dias foram três eventos do tipo (duas Feiras das Malhas e a Feira da Madrugada do Brás), com mais de cem expositores. Os espaços das feiras ficaram lotados de consumidores, enquanto as lojas estavam vazias e amargavam prejuízos. Na tentativa de mudar esse cenário, a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) e os lojistas querem que a Prefeitura aumente a fiscalização e barre a entrada de novas feiras.

Com malharia de Belo Horizonte (MG), a primeira Feira das Malhas ocorreu no estacionamento do Shopping do Calçado, entre os dias 19 e 28 de abril. Cinco dias depois, começou no salão do Castelinho uma feira semelhante que reuniu 60 expositores de Lagoa Santa (MG) e permaneceu até o dia 12 de maio, coincidindo com o Dia das Mães. E mais recentemente, o Espaço Coliseu recebeu de 30 de maio até o último dia 2, a Feira da Madrugada do Brás. Outras duas feiras do gênero estão previstas para o mês de julho na cidade.

“A área comercial de Franca está sendo prejudicada com tanta feira. O associado está desestimulado, ocorre uma insatisfação geral”, disse o presidente da Acif, José Alexandre Carmo Jorge, que na última terça-feira enviou um ofício ao prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) pedindo explicações sobre a emissão de alvarás para a realização das feiras. “Existem leis que precisam ser cumpridas para que as feiras possam ser realizadas, uma delas é a permanência de um posto de troca pelo prazo mínimo de 30 dias.”

Além de tentar junto à Prefeitura diminuir a vinda das feiras, a Acif também realiza a campanha institucional “Sou francano, compro em Franca”, para incentivar os consumidores a realizar suas compras no setor comercial da cidade.

ABAIXO-ASSINADO
Para o gerente do Lojão das Fábricas, Pablo Roberto de Oliveira, a concorrência é desleal e deve ser proibida pela Prefeitura. A fim de convencer o prefeito, o gerente organiza juntamente com lojistas do calçadão do Centro da cidade um abaixo-assinado pedindo o fim das feiras itinerantes. “As nossas vendas não estão boas. Esse pessoal de fora vem, vende sem nota, ganha dinheiro, não gera emprego e vai embora.”

O problema, porém, não ocorre somente com comerciantes da região central. Proprietária da Clara Modas, no Parque Progresso, Sirlene Santos Ferreira, também teve reduções nas vendas no último mês. “O movimento caiu praticamente 50%. Ao oferecer roupa para as clientes, elas falavam que já tinham comprado na feira e mais barato, só que ninguém vê a qualidade.”

Procurada, a Prefeitura de Franca informou via assessoria de imprensa que “oportunamente, irá analisar o conteúdo do ofício e verificar as ações que serão cabíveis e possíveis sobre o assunto”.

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