1085-1134- fundador e arcebispo- “Noberto” “quer dizer” o brilhante que vem do norte”
Noberto nasceu em Xantem, Alemanha, em 1080. Filho de aristocratas alemãs recebeu educação esmerada e facilidades de ascensão social e política. Já aos 36 anos era cônego da Catedral de Xantem, vivendo mergulhado em privilégios e luxa, com livre trânsito na corte de Henrique V. aconteceu, porém, que durante uma cavalgada foi surpreendido por violento temporal e um raio o derrubou do cavalo. Tomou o acontecimento como um aviso de Deus, e a partir daquele momento sua vida transformou-se radicalmente. Vendeu e distribuiu os bens aos pobres e dirigiu-se descalço ao papa Gelásio II, para confessar seus pecados, recolhendo-se ao Silêncio da oração e penitência. Ordenado sacerdote em 1115, fez-se pregador itinerante, percorrendo a Europa toda. Em suas pregações confessava que havia freqüentado as cortes dos príncipes e usufruído de suas riquezas abundantes. Experimentara todos os prazeres dera livre curso a paixões e frivolidades. Mas nada disso superava a bem-aventurança do Reino. A todos dizia: “A maior abundância de bens deste mundo reside na pobreza de espírito...” Com alguns companheiros fundou a ordem dos premonstratense, sem, contudo abandonar suas atividades de pregador. Eleito bispo de Magdeburgo em 1126, entrou na cidade a pé, descalço e vestido pobremente. Trabalhou intensamente pela renovação da pastoral e da vida religiosas.
Oração
Da maturidade da fé
Deus, nosso Pai, vós nos concedeis um tempo de graça e da salvação, para que cheguemos à maturidade humana e espiritual e à ressurreição de nossos medos e pavores. Ficai conosco, no dia-a-dia, nos momentos tristes e alegres. Segui nossos passos, amparai nossos ombros, quando a própria vida nos faz nascer e morrer. Quando temos de plantar e arrancar. Quando temos de ferir e curar. Quando temos de destruir e construir. Quando temos de chorar e rir. Quando temos de gemer e dançar. Quando temos de abraçar e nos separar. Quando temos de buscar e perder. Quando temos de guardar e jogar fora. Quando temos rasgar e costurar. Quando temos de amar e odiar. Quando temos de fazer guerra e construir a paz. Quando temos de chegar e sair. Quando temos de recolher e de tudo despojar, sem fazer conta de nada, até mesmo de nossa vida.
Os Cincos Minutos Dos Santos/ J.Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002
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