A decisão sobre a obrigatoriedade da implantação de cor única para os táxis que operam em Franca ficou para julho. Em sessão realizada na tarde de ontem, a Câmara decidiu adiar por cinco semanas a votação do projeto de lei que trata da padronização. O pedido de adiamento foi feito pelo autor da proposta, vereador Luiz Vergara (PSB), sob a alegação de que o assunto precisa ser discutido com mais abrangência pelos setores envolvidos. Levando-se em conta as manifestações dos parlamentares, a aprovação parece ser apenas uma questão de tempo.
Pelo projeto original, os táxis deverão ser padronizados pela pintura de cor branca, com adesivos na porta dianteira de cor amarela, onde deve estar impresso o prefixo TX e o número da permissão para identificação do veículo. O taxista que descumprir a determinação terá o alvará de licença cassado. As medidas só entrariam em vigor no primeiro dia de 2016. “A intenção é melhorar a segurança da população, combater os clandestinos e facilitar a fiscalização por parte do município. A padronização é um pedido da própria categoria”, disse Vergara.
Mesmo com um cenário favorável para a aprovação - bastaria apenas o voto da maioria dos vereadores presentes no plenário -, o autor pediu o adiamento após ter se reunido no dia anterior com uma comissão de taxistas, que pediu alterações no projeto. “Eles querem que a cor seja alterada e que o tempo para a adequação seja ampliado para cinco anos por conta dos financiamentos. Acho que não há o menor problema em dar a oportunidade do tema ser debatido com mais tranquilidade.” Os taxistas querem que a frota seja padronizada na cor cinza, pois acreditam que o branco desvaloriza o veículo na hora da revenda.
Antes da votação do projeto, o tema voltará a ser debatido em uma audiência pública marcada para o dia 17 de junho, às 16h30, na Câmara, com a participação de taxistas e representantes da Polícia Militar e da Prefeitura. “Desde já, antecipo que o meu voto é sim. A padronização é uma tendência mundial e precisa ser implantada. A concessão do serviço não é feita para a pessoa ganhar dinheiro comprando ou vendendo carro. Se a pessoa não está satisfeita, que saia do ramo de táxi e abra um estacionamento”, disse Marco Garcia (PPS).
A governista Valéria Marson (PSDB) também endossou a necessidade de padronização, evidenciando que o projeto não terá dificuldade para ser aprovado. “É difícil pegar os clandestinos. A Prefeitura só consegue chegar até eles por meio de denúncias. O projeto vai moralizar o serviço e dar exemplo para outras cidades.”
Pastor Otávio (PTB) foi outro defensor da proposta. “A padronização vai coibir abusos e tornará a fiscalização mais eficiente. Quem trabalha corretamente está elogiando.” O projeto deverá ser levado à votação na segunda semana de julho.
Ainda na sessão de ontem, os vereadores aprovaram proposta que autoria do vereador Zezinho Cabeleireiro (PPS) propondo que a Prefeitura adquira, preferencialmente, semáforos que funcionem por meio de energia solar, para reduzir o consumo de eletricidade. Também passaram as propostas que implantam a Semana da Mulher Empreendedora e o troféu Esac para homenagear alunos, empresas e ex-integrantes da antiga Guarda Mirim.
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