As irmãs Patrícia Gomes de Morais, 30, e Lorena Gomes de Morais Ribeiro, 26, ingressaram na Justiça com uma ação pleiteando do Estado indenização de mil salários mínimos, ou R$ 678 mil. Elas são filhas da mulher que morreu atropelada por caminhão do Corpo de Bombeiros em fevereiro na rodovia Tancredo Neves.
O mesmo valor é pedido em outra ação em nome do neto de 6 anos de Helena Gomes da Silva, 49, que estava com ela no dia do acidente. “Eu quero vingar a morte da minha mãe. Quero justiça. Vamos até as últimas consequências”, disse Patrícia, que classificou o acidente como “absurdo”.
A família, segundo Patrícia, procurou o advogado Marcos Rocha e foi orientada a aguardar os laudos. Na semana passada as irmãs tiveram acesso ao documento. “Ele comprova que o caminhão estava em péssimo estado de uso e o policial tinha ciência. Queremos justiça por eles sabiam que o caminhão não estava em perfeitas condições.” A ação especial em nome do neto, filho de Lorena, foi impetrada por que ele teria ficado abalado com ocorrido. “Meu sobrinho era uma criança ativa, estudiosa. Hoje é agressiva e está causando muitos problemas na escola”, comentou Patrícia.
O desastre que vitimou Helena, ocorreu na manhã de 5 de fevereiro. Ela estava em um Fusca, que atingiu um caminhão. Com o impacto, a mulher foi arremessada para fora do carro. O caminhão dos Bombeiros usado no socorro, ao chegar no local, teria perdido os freios e passado sobre o corpo de Helena, então estendido na pista.
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