Um assalto registrado na noite da última segunda-feira deixou em choque uma família residente na zona oeste de Franca. Segundo a vítima, uma decoradora de 31 anos, moradora do Jardim Pulicano, dois indivíduos armados com revólver e faca entraram em sua casa enquanto ela abria o portão da garagem na tarde da última segunda.
A mulher estava acompanhada de seu filho, uma criança de apenas 6 anos, e foi rendida e ameaçada de morte, sendo obrigada a entregar as chaves do imóvel. De posse do objeto, os criminosos entraram na residência e juntaram vários objetos de valor, como televisor de LCD, microondas, home theater e joias. Todo material foi guardado no porta malas do automóvel de propriedade da vítima, um Toyota Corolla de cor prata.
Quando pensava que o terror do assalto havia acabado, a mulher foi surpreendida ao se ver obrigada a dirigir sob ameaça de morte, até o bairro Jardim Martins, distante quase quatro quilômetro do local do roubo. Os bandidos não sabiam dirigir o veículo de luxo que possui sistema de transmissão automática. Isso os levou a obrigar a mulher a pilotar o carro. Durante o percurso, de aproximadamente 10 minutos, a decoradora e seu filho ficaram sob a mira do revólver. Quando chegaram em uma rua praticamente deserta, próxima ao Clube dos Sapateiros, a criança e a decoradora foram liberadas.
Pedindo ajuda para moradores da região, a mulher conseguiu acionar a Polícia Militar que iniciou uma perseguição assim que avistou um automóvel com a mesma descrição passada por rádio à todas as viaturas da região. O carro seguiu pela rodovia Nelson Nogueira, próximo a saída de Ribeirão Corrente. Durante a fuga, sem muita prática na condução do potente automóvel, o condutor perdeu o controle e bateu na sarjeta, chegando a arrancar uma das rodas dianteiras do Corolla. Lucas Aurélio Rodrigues, 21, foi preso, mas estava sozinho.
O indiciado recusou-se a delatar o nome do comparsa dizendo que havia praticado o roubo sem a ajuda de ninguém. Todo o material roubado foi devolvido à vítima e o desocupado foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisório). Se condenado, o rapaz que mora no Jardim Martins pode pegar de 4 a 10 anos de prisão em regime fechado.
O delegado João Walter Tostes Garcia, chefe do 2º Distrito Policial disse que já está ciente do caso e deixou o inquérito no setor de investigação da delegacia. O objetivo é identificar o segundo integrante da dupla. Até o fechamento desta edição, a reportagem do Comércio da Franca ligou para os telefones da vítima. Nenhum deles, porém, teve a ligação completada.
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