As mudanças de trânsito implementadas pela Prefeitura nas proximidades da Unifran (Universidade de Franca) desde ontem, 3, dividiram opiniões entre alunos e comerciantes da região. Enquanto uns afirmaram que as intervenções melhoraram o fluxo de veículos e tornaram a passagem de pedestres mais segura, outros reclamaram de que os ônibus vindos de outras cidades pararam muito longe da Unifran.
Entre as principais alterações estão a extinção da mão dupla na rua Pedro Henrique Cintra; a proibição dos ônibus estacionarem nas avenidas próximas à Unifran e o bloqueio do cruzamento entre as avenidas Pedro Henrique Cintra e Armando de Salles Oliveira.
Alvo de louvores ou críticas, o certo é que as modificações não conseguiram resolver problemas antigos, como o fato dos ônibus ainda pararem no meio da rua para que os alunos possam desembarcar nas proximidades da Unifran. Isso não é permitido pela legislação de trânsito, mas, segundo motoristas, é necessário, já que eles têm que parar muito longe do centro de estudos. “Fico bobo da faculdade aceitar uma coisa dessas. Hoje, descarreguei os alunos correndo no meio da rua e, se o guarda pegar, vai multar. Os alunos vão ter que descer aqui (na avenida Armando de Salles Oliveira, a centenas de metros da Unifran)”, diz o motorista Benedito Nessi.
Até o comércio achou a mudança ruim. “Os ônibus paravam aqui na minha porta e, por volta das dez e meia, o pessoal vinha comprar aqui antes de seguir viagem. Esse dinheiro vou deixar de ganhar”, afirma o proprietário de uma padaria, Geraldo Xavier, 42.
A mudança de mão da Henrique Cintra também foi criticada pelo estudante Felipe Moreti, 24. “Eu moro no Jardim Dermínio e para voltar, era mais fácil com a mão dupla. Agora, tenho que descer até a Morada do Verde e fazer o retorno para poder voltar”, reclama. Já os pedestres enalteceram o bloqueio do cruzamento. “Agora ficou melhor e mais seguro para atravessar, pois só preciso olhar para um lado. Antes, eram quatro”, afirma o aluno Pablo Duarte, 17.
No geral, as mudanças já ajudaram a melhorar o fluxo de carros, na opinião do empresário Deusdete Morais, 47. “Passam mais veículos na mão (da avenida dos Sapateiros) voltando para o centro da cidade. O trânsito está evoluindo bastante agora que o semáforo não funciona mais”, afirmou.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com o secretário municipal, Sérgio Buranelli, para comentar o assunto.
LEVANTAMENTO
Em abril deste ano, a divisão de Trânsito de Prefeitura finalizou um estudo no qual sugeriu modificações no sistema de trânsito da Unifran. Medidas foram aprovadas e, a partir dessa semana, começaram a ser postas em prática. A área próxima da universidade sempre mostrou-se problemática, já que apresentava um trânsito caótico onde as imprudências eram frequentes. As complicações se concentram principalmente no horário de entrada e saída dos alunos.
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