Basta dar uma volta rápida por Franca para perceber o grande número de imóveis em construção. Praticamente todo mês imobiliárias e construtoras lançam novos empreendimentos. Ao facilitar a aquisição dos imóveis, o programa de habitação do governo federal Minha Casa, Minha Vida fomenta as vendas. Em muitos casos, os clientes precisam esperar a construção da futura casa ou apartamento. Por outro lado, o mercado de imóveis usados também está aquecido. Entre os motivos está a urgência do cliente em comprar uma residência pronta, ou seja, são pessoas que não têm paciência ou condições de esperar até três anos para o término da construção.
Na opinião de Sérgio Mazza, da Mazza Imóveis, este nicho desperta mais interesse de quem tem poder aquisitivo mais alto. “Em geral são imóveis avaliados em mais de R$ 150 mil. Os clientes, formados na maioria por famílias, não querem dor de cabeça com construção nem esperar um imóvel ficar pronto.” Na imobiliária dele, em média, 50% dos imóveis vendidos são usados. Neste caso, o comprador não tem direito ao subsídio do governo. “Mas também temos muitos clientes que já são proprietários de outro imóvel e que com a melhora de suas condições financeiras costumam vendê-lo para comprar um melhor e maior.”
Com medo da violência, muitos clientes da Mazza querem uma casa em condomínio fechado, mas dificilmente encontram. Segundo Sérgio Mazza, falta oferta já que quem adquire um imóvel em residencial dificilmente decide vendê-lo. “E quando encontram, a casa pode custar até 100% a mais que uma do mesmo padrão, mas situada na rua.”
Já na Teixeira Imóveis a maior procura tem sido por apartamentos. “Em geral são pessoas que vão se casar e não querem esperar meses para o imóvel ficar pronto ou famílias que desejam mais segurança e trocam a casa pelo apartamento”, disse a corretora Zerete Elionai Teles. Segundo ela, os valores dos usados podem ficar até 20% mais baratos em relação a um imóvel do mesmo padrão que seja novo.
Atualmente, 70% das vendas da Imobiliária Dr. Fábio Liporoni estão relacionadas a lançamentos, com imóveis de até R$ 145 mil que permitem ao comprador recorrer ao subsídio do governo federal. “Geralmente quem procura por residência pronta tem o poder aquisitivo mais alto e busca por imóveis acima de R$ 200 mil. São pessoas que têm urgência em mudar ou vem de outra cidade e não querem morar de aluguel”, disse a gerente comercial Margareth Ferreira. De olho neste mercado, a gerente comercial está bem otimista para o segundo semestre deste ano. “Estamos trabalhando para igualar e atingir 50% de vendas de lançamentos e 50% de imóveis de terceiros.”
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