A importância de cultivar uma boa vizinhança


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Esta semana, o noticiário policial destacou que um vizinho foi quem percebeu movimentação estranha numa residência ao lado, chamou a polícia, que rapidamente agiu e prendeu os ladrões. Isto me faz lembrar de bons tempos em que os vizinhos eram tidos como da família, servindo e sendo servidos quando necessário, prontos para ajudar no que fosse preciso. No fim de cada dia, reuniam-se em frente à casa de um deles, sentavam-se nas cadeiras na calçada, e ali conversavam até dar a hora de dormir, enquanto as crianças brincavam ao redor deles. Hoje, infelizmente, todos se trancam em suas fortalezas, de altos muros, cerca elétrica e câmeras de vigilância, trocando as visitas pelas novelas. A desculpa da violência tem levado a essa triste mudança de costumes. Pior ainda é quando moram perto durante anos e nem sabem o nome das pessoas vizinhas, não passando de um simples bom dia ou boa tarde, isso quando não evitam até um cumprimento. São raríssimos os lugares onde ainda costuma-se reunir, ao menos em festas populares de rua ou para simples votos de boas festas no final de cada ano. Devíamos todos mudar de atitude, seguindo o exemplo de nossos pais e avós, lembrando que muitas vezes um bom vizinho pode ser mais útil que um parente. Além de ampliar o número, já escasso, de amigos.
 

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